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MÉTODO DE LOCI: TÉCNICA DAS VIAGENS MENTAIS PARA APRIMORAR SEU ESTUDO

Uma das faculdades mentais básicas é a memória, ou seja, a capacidade de reter informação. Para exercitar e potencializar a memória há diversas técnicas ou procedimentos mnemotécnicos. Um deles é o conhecido Método de Loci, também chamado de “Palácio da Memória”. A técnica foi criada na Grécia Antiga e facilita significativamente a habilidade do cérebro de recobrar informações e conceitos. É uma das preferidas de quem participa de campeonatos de memória.

À primeira vista, esta estratégia pode parecer elementar para nós. No entanto, às vezes as coisas mais simples são as mais eficazes, e às vezes elas se revertem positivamente em nossa plasticidade cerebral. Dizemos isso porque recentemente conhecemos um fato interessante. O Centro Médico da Universidade de Radboud, na Holanda, realizou um estudo onde demonstrou, por meio de testes eletromagnéticos, que a estratégia mnemônica baseada no método loci funciona.

Muitos de nós praticamos essa técnica há muitos anos sem saber o grande potencial que existe nela. Quando fazemos a lista de compras, por exemplo, uma maneira de lembrar tudo o que precisamos é fazer um passeio mental pelo supermercado de forma mental, de corredor em corredor, de prateleira em prateleira.

Da mesma forma, todos os alunos, em um determinado momento de uma prova, podem se lembrar de um fato específico quando evocam o lugar em particular onde estavam estudando aquela parte do assunto. Tudo isso nos encoraja a descobrir os recursos úteis para aproveitar ao máximo a nossa memória, onde conectar uma informação com outra sempre será mais útil do que conseguir integrar uma informação específica de forma mecânica, asséptica e à força.

Lembre-se de que somos seres emocionais e nosso cérebro usa associações para criar memórias significativas. De fato, a memória espacial é um grande ativador do hipocampo, essa fascinante estrutura relacionada à geração e recuperação da memória e que, por sua vez, está ligada ao nosso universo emocional.

Esse procedimento é baseado em acumular uma série de dados na memória através de um relato de acontecimentos que percorrem em determinado espaço como a própria casa ou algum lugar que seja familiar ao estudante. Para começar a entender a técnica, é preciso primeiramente definir qual será o seu Palácio (uma estrutura física, uma edificação). Aqui fica, então, uma dica importante: escolha um local que você conheça muito bem, por exemplo, a sua própria casa. Na técnica palácio da memória, você se lembra de um lugar familiar, como sua casa, o caminho para a faculdade ou seu lugar favorito para usá-lo como palácio.

Os itens que você precisa memorizar devem ser depositados em cada região do palácio para que sejam identificados, enquanto você percorre o palácio mentalmente. É muito importante associar aos itens, imagens memoráveis para fixar na memória com mais intensidade.

Por exemplo, um estudante de Direito precisa memorizar uma lista de vinte artigos para uma prova na faculdade. Em um primeiro momento, ele imagina seu próprio lar e vai colocando mentalmente cada um dos artigos. Sendo assim, ele introduz artigos sobre determinada situação na garagem de sua casa. Na sala ele incorpora os artigos mais específicos e no banheiro coloca o grupo mais difícil.

Dessa maneira, o estudante poderá reter na memória uma lista completa, utilizando a técnica de memorizar com os cômodos de sua casa. Uma vez criada a imagem absurda em cada um dos cômodos, aos passear pelo Palácio, os objetos vão sendo resgatados facilmente. Esta técnica cria relações espaciais com a informação a ser memorizada.

Mas deixo aqui claro que para que um estudante se lembre de algum conceito, é preciso, em primeiro lugar, que ele o entenda. Sem aprendizado não há memorização. A repetição também é importante. Repetir uma ação ou um trajeto ou ainda revisar o conteúdo aprendido numa aula (várias vezes) também ajuda a fixá-lo na memória.

Nosso cérebro tende a ser preguiçoso, por isso, precisa ser desafiado diariamente. O método de loci não exige mais esforço do que a visualização, à vontade, a imaginação e a capacidade de estabelecer associações. Neste exercício aparentemente simples, nosso cérebro estará realizando um infinito número de maravilhosos processos neurais com os quais podemos desenvolver a nossa memória, podendo criar pontes, rodovias e estradas onde a informação flui rapidamente, onde ela é ágil e eficiente.

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