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Você já ouviu falar sobre o Teste de Associação Implícita (Implicit Association Test – IAT) ?

O Teste de Associação Implícita – TAI (Implicit Association Test – IAT) foi idealizado pelos Professores e Pesquisadores norte-americanos Anthony G. Greenwald, Mahzarin Banaji, e Brian Nosek, e tem por desígnio mensurar/avaliar atitudes e tendências [automáticas] das pessoas relativamente a questões sensíveis, tais como etnia, gênero e sexualidade.

No decorrer do TAI Negro-Branco (ou Race IAT), você é exposto a imagens que representam pessoas brancas e pessoas afro-descendentes, assim como palavras que devem ser identificadas como agradáveis ou desagradáveis. Então, você é estimulado a organizar as palavras e figuras em categorias, e a velocidade com que realiza tal tarefa apontará se tem preferências automáticas em relação, por exemplo, a uma determinada etnia, em detrimento de outra.

O fato é que cerca de 70% das pessoas (das mais diversas etnias) que realizam o IAT obtém o resultado que aponta preferências automáticas por brancos comparados a negros (“pro-white associations”).

Isso não significa que tais pessoas sejam [por uma escolha consciente] racistas. Não exatamente. O que o teste busca ressaltar é que as nossas atitudes em relação a questões como raça, gênero, sexualidade e aparência operam em, pelo menos, dois níveis: de um lado temos os nossos valores e atitudes eleitos conscientemente; e de outro lado temos as associações inconscientes, os vieses [o IAT captura esse segundo aspecto].

Mas e agora? Se algo está acontecendo fora do nosso campo de consciência, como reagir a isso? Ora, vieses e preferências automáticas são forjados a partir de elementos culturais, da nossa experiência em sociedade.

Daí porque representatividade importa: lutar contra esses pensamentos heurísticos requer mais do que apenas um comprometimento com a igualdade, requer a ampliação de nossas experiências cotidianas. Em outras palavras, a partir da compreensão da extensão do privilégio branco, nossas práticas e costumes devem ser alterados, de tal sorte a dar ouvidos àqueles(as) que foram silenciados por séculos.

Se o racismo e o preconceito social esmagam, sufocam, silenciam e tentam tornar invisível aquele corpo sobre o qual se projetam, o engajamento na luta antirracista – nesse processo de desconstrução da estrutura e da branquitude como locus do privilégio material, subjetivo, simbólico – é um imperativo.

Você pode experimentar o teste original na versão em inglês aqui; e na versão brasileira aqui.

O aspecto estrutural do racismo: devemos pensar o nosso papel na luta antirracista!

Não podemos esquecer do racismo em seu aspecto estrutural e que, diante disso, o sujeito branco acaba invariavelmente sendo racista [consciente ou inconscientemente], por se beneficiar do racismo infiltrado nas instituições e na estrutura social, política e econômica. A esse respeito a leitura dos livros “Racismo Estrutural” de autoria de Silvio Almeida e Pequeno Manual Antirracista de autoria de Djamila Ribeiro são imprescindíveis.

Além disso, como mulher feminista, não posso deixar de fazer menção à necessidade de que o nosso feminismo seja interseccional [eu indico, aqui, a leitura da Coleção Feminismos Plurais, organizada pela Djamila Ribeiro], cujo recorte revela que sobre determinados corpos femininos pesam outros marcadores de opressão, para além do gênero, como a raça e a classe social.

E esse é só o começo. Para compreender melhor qual pode ser o papel do sujeito branco na luta antirracista, eu sempre recorro também à leitura da temática no portal Geledés.  

DICA DA SEMANA

Ismália - Emicida

A dica da semana é a música “Ismália” do Emicida, com participação da Larissa Luz e da Fernanda Montenegro. Lindíssima e lancinante, Ismália acerta no meio do peito. Da letra – que machuca porque acerta – eu peço licença para transcrever o seguinte trecho:  “A felicidade do branco é plena/ A felicidade do preto é quase/ […] 80 tiros te lembram que existe pele alva e pele alvo/Quem disparou usava farda (mais uma vez)/Quem te acusou nem lá num tava (banda de espírito de porco)/Porque um corpo preto moro é tipo os hit das parada/Todo mundo vê, mas essa porra não diz nada”  

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