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Photo by Motoki Tonn on Unsplash

Kintsugi e resiliência

Algumas pessoas possuem a enorme capacidade de enfrentar adversidades, conflitos e traumas e se recuperar deles. A esta capacidade a psicologia dá o nome de resiliência, pegando emprestado um conceito da física que, segundo Aldo Melilo, significa “a capacidade dos materiais de voltar à sua forma, quando são forçados a se deformar”.

A cultura japonesa valoriza as marcas de desgaste que testemunham a história de um objeto. Lá foi desenvolvida uma arte milenar, denominada Kintsugi, que significa “emenda de ouro”. A técnica utiliza laca e ouro em pó para reparar peças quebradas, que passam a se tornar especiais em razão da originalidade que adquirem. Os reparos destacam o objeto, tornando-o único. Ou seja, nada mais se compara ao novo visual do vaso e nenhum outro jamais será igual a ele. Edgar Ueda nos lembra que essa arte, que se reflete na filosofia de vida do povo japonês, nos fala daquilo que sobrevive e renasce depois de certas provações e que deixaram sinais. Sem dúvida uma visão que valoriza as “marcas” que ficaram dos eventos que se sucederam em nossa vida e que nos conferem originalidade.

Gosto muito da proposta da resiliência, que consiste em enfocar e destacar recursos das pessoas e grupos sociais para seguirem em frente. Tal perspectiva desestabiliza algumas das teorias tradicionais da psicologia, que costumam enfatizar as enfermidades, como lembra Aldo Melilo.

As duas propostas se complementam. Assim como a resiliência, que é a capacidade de superar adversidades, o kintsugi destaca as belezas das cicatrizes da luta diária, diante de erros e adversidades, bem como a capacidade de nos recuperarmos e sermos inteiros novamente. O ouro que restaura a essência do vaso representa o valor da experiência. O novo eu que renasce dos desafios enfrentados nos atribuem um visual diferenciado, especial.

Portanto, as duas propostas nos incentivam a seguir em frente e valorizam aquilo que se aprende em tempos difíceis. As encruzilhadas e adversidades são inevitáveis, mas podemos sair delas recuperados, restaurados em nossa essência e cada vez mais originais.

Até quarta que vem!

__________________
REFERÊNCIAS

MELLILO, Aldo; SUÁRES OJEDA. Élbio Nestor (ORG). Resiliência: descobrindo as próprias fortalezas. Porto Alegre: Artmed, 2005.

UEDA, Edgar. Kintsugi: O Poder de dar a volta por cima. Porto Alegre: CDG, 2018.

Falando ainda sobre essa importante soft skill que é a resiliência, lembrei da música “Tocando em frente” de Almir Sater e Renato Teixeira. Nela, eles explicam por meio da arte o valor da experiência. Concorda comigo? 😊

Tocando Em Frente Almir Sater

Ando devagar
Porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais

Hoje me sinto mais forte
Mais feliz, quem sabe
Só levo a certeza
De que muito pouco sei
Ou nada sei

Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs

É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Penso que cumprir a vida
Seja simplesmente
Compreender a marcha
E ir tocando em frente

Como um velho boiadeiro
Levando a boiada
Eu vou tocando os dias
Pela longa estrada, eu vou
Estrada eu sou

Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs

 

É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Todo mundo ama um dia
Todo mundo chora
Um dia a gente chega
E no outro vai embora

Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz

Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs

É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Ando devagar
Porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais

Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz

 
DICA DA SEMANA

"Você é uma pessoa resiliente?"

Teste

Descobri um site que faz um teste rápido para identificar seu nível de resiliência. Alerto que esse teste não substitui os testes técnicos aplicados por profissionais em avaliação psicológica. Mas quem sabe possa te ajudar a compreender comportamentos resilientes.
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