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Photo by Felipe Portella on Unsplash

Há em nós uma capacidade oculta para a “bioempatia”?

A ciência já comprovou que somos dotados da capacidade de sentir empatia com outros seres humanos. Mas será que também podemos nos conectar com a natureza, ou seja, será que temos a capacidade também para a “bioempatia”?

Roman Krznaric, historiador da cultura e autor do livro “O Poder da Empatia: A arte de se colocar no lugar do outro para transformar o mundo”, lembra que apesar de a empatia ter sido quase que exclusivamente tratada como algo humano e para o ser humano, há fortes evidências de que podemos empatizar com certas espécies de animais, como já comprovou a ciência no caso dos chimpanzés e bonobos. Segundo o autor, ao vermos um animal chorando, por exemplo, é comum brotar em nós um interesse por seu sofrimento. A explicação é que a empatia se baseia em uma característica comum entre muitas espécies: a preferência pela evitação da dor e pela preservação da vida.

A ciência já mostrou que em hospitais os pacientes em estado vegetativo que estavam próximo de uma janela e assim podiam de algum modo observar a vida vegetal se recuperavam mais rapidamente das operações do que os que estavam ao lado de uma parede de concreto. Quem nunca experimentou uma sensação de bem-estar após um banho de mar? Tal sensação seria um exemplo de “biofilia”, termo cunhado pelo biólogo evolucionista Edward O. Wilson para designar nossa “tendência inata para concentrarmos em vidas e formas naturais e, em alguns casos, nos associarmos a elas emocionalmente”. A ideia supõe que somos interligados e que nos separarmos da natureza pode ser prejudicial para nossa saúde (física e mental).

Para Krznaric, explorar a ligação entre biofilia e empatia se apresenta como um desafio para os que trabalham com neurociência e representa um passo importante para o desenvolvimento de uma consciência empática global. Já seria possível, enquanto isso, usarmos as habilidades que a capacidade de empatizar nos confere para explorar nossa preocupação com a natureza e valorizarmos nosso vínculo simbiótico com ela.

Cuidemos da natureza como quem cuida da própria casa. Concordo com Leonardo da Vinci que disse que “nunca o homem inventará nada mais simples nem mais belo do que uma manifestação da natureza”. Da próxima vez que for à praia, tente prestar atenção em tais manifestações, nos animais e no mundo deles. Sugiro prestar especial atenção aos siris. Parecem tão desconfiados! Por que será que insistem em fugir de nós?

Até quarta que vem!

REFERÊNCIAS

KRZNARIC, Roman. O Poder da Empatia: A arte de se colocar no lugar do outro para transformar o mundo. 1ª edição. Rio de Janeiro: Zahar, 2015. p. 217-222.

Gostaria de falar agora sobre outro tema importante e que tem tudo a ver com empatia: o capacitismo. Chamei a minha colega de trabalho (e parceira de happy hour) Andrea Figueiró da Silva, Assistente Jurídica da PGE/SC, para explicar do que se trata. Aproveitem!

Conheça o capacitismo: uma forma de discriminação contra pessoas com alguma deficiência

“Mas que exemplo de superação!” Esta é uma expressão que as pessoas com deficiência estão acostumadas a ouvir. Todavia, ao contrário do que se imagina, não surte efeito motivacional. 

Isso é capacitismo, uma forma de discriminação que sofrem as pessoas com alguma deficiência. Ela consiste em considerar a pessoa como incapaz e inferior em razão de sua condição, gerando exclusão ou paternalismo exacerbado.

Pessoa com deficiência é a denominação dada pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência, Lei 13.146/2015. Isso porque a “pessoa” deve estar antes da “deficiência”. O capacitismo inverte essa visão, limitando as potencialidades dessas pessoas.

Acreditar que as pessoas com deficiência estão fadadas a uma realidade paralela e que as tarefas mais básicas do dia a dia são exemplos de superação, não ajuda em nada quando a meta é a inclusão. Pense: esse tipo de comportamento seria dispensado a uma pessoa sem deficiência? A resposta fala por si só. 

Outras formas de capacitismo são: acreditar que a pessoa não tem autonomia para fazer escolhas em virtude da deficiência, excluí-la de escolas e grupos sociais e xingar a pessoa como “aleijado” ou “retardado” durante uma discussão. Todos esses exemplos acontecem mais frequentemente do que, muitas vezes, percebemos.

Em tempos de políticas públicas de inclusão, é mister que as pessoas com deficiência sejam vistas como seres que contribuem com a sociedade, podendo ter suas potencialidades aumentadas se lhes forem oferecidas acessibilidade e minoração das barreiras que os impedem de crescer. Mas, acima de tudo, é necessário o despertar de uma consciência inclusiva e a desmistificação dos preconceitos.

 
DICA DA SEMANA

O Poder da Empatia: A arte de se colocar no lugar do outro para transformar o mundo

Livro - Roman Krzaric

A dica da semana é o livro escrito pelo ucraniano e historiador da cultura Roman Krznaric, “O Poder da Empatia: A arte de se colocar no lugar do outro para transformar o mundo”. O livro “expõe os seis hábitos das pessoas extremamente empáticas, cujas habilidades lhes permitem conectar-se com outras de maneira extraordinária e, assim, fazer a diferença e transformar as relações. Quer sejam médicos, cientistas, banqueiros, policiais, moradores de rua ou abastados fazendeiros, todos têm uma história para contar. Ao longo do caminho, Krznaric relembra também a trajetória de personagens de destaque da história (Gandhi, Mandela, Che Guevara, entre outros) e exemplos marcantes de “empatistas” reais e fictícios no cinema e na literatura”. 

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