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Comediação: o que é e quando utilizar

A comediação consiste no modelo em que dois ou mais mediadores participam do processo autocompositivo como terceiros imparciais. A parceria será recomendável em razão da natureza e da complexidade do conflito e desde que haja a concordância das partes. No Brasil, a comediação tem previsão legal no art. 15 da Lei de Mediação e no art. 168, §3º, do CPC/2015.

A comediação poderá ser utilizada, por exemplo, em uma causa que envolva uma empresa familiar composta por sócios casados e que tenham filhos. Nesse caso, seria possível contar com o auxílio de um mediador formado em Direito e de um formado em Psicologia. Nas palavras de Fernanda Tartuce (…) “a mediadora (terapeuta na origem) poderá enfocar situações emocionais e afetivas ligadas às crianças, enquanto o mediador de formação jurídica focará questões legais e/ou financeiras relacionadas à empresa familiar. Ambos poderão atuar conjunta ou separadamente nas sessões conforme as necessidades das partes e o melhor proveito para a comunicação entre elas entabulada”.

Victoria Aloisio aponta como desvantagens da comediação: a) as competências entre os comediadores pode criar conflito entre eles, tornando a mediação mais dificultosa; b) pode fazer com que as partes percam o foco do processo; c) os mediadores podem seguir caminhos diversos do desejado, obstruindo a tarefa; e d) pode ser mais demorado do que com apenas um mediador, caso um deles se sinta desrespeitado ou deslegitimado. Já entre as vantagens da comediação é mencionada: a) a contribuição do comediador para dar conta de outros aspectos do conflito; b) reforçar a escuta ativa; e c) aumentar a sensação de compreensão das partes. Colhendo da doutrina recomendações sobre como deve ser a interação entre a equipe de mediadores, a autora sugere que os mediadores trabalhem com mediadores compatíveis com sua visão, consultem o outro antes de tomarem decisões e alternem as regras de condução da mediação.

Portanto, para que os mediadores possam contribuir para os processos de comunicação, supõe-se que não pode existir rivalidade entre eles e que precisam estar alinhados com os propósitos da mediação, trabalhando em equipe e em prol dos envolvidos no conflito. Por fim, registre-se que na conciliação também é permitida a atuação conjunta de conciliadores, nos termos do art. 168, §3º, do CPC/2015.

Até a próxima quarta!
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REFERÊNCIAS

ALOISIO, Victoria. Co-mediacion. Aporte emocional para fortalecer la relacion com el otro. Buenos Aires: Ad Hoc, 1997. (Série Resolución Alternativa de Disputas).

TARTUCE, Fernanda. Comentário ao art. 168. In: WAMBIER. Teresa Arruda Alvim. DIDIER JR. Fredie. TALAMINI. Eduardo. DANTAS. Bruno. (Coords.). Breves comentários ao novo CPC. São Paulo: Editora dos Tribunais, 2015.

Com a ajuda do mediador, as partes em conflito podem restabelecer um diálogo proveitoso após um conflito de amor e dor. Quando as pessoas não conseguem usar a linguagem do amor ao se relacionar podem ser levados ao pior cenário: o do desamor. Se pudéssemos aprender a expressar o nosso amor por meio de uma comunicação mais proveitosa, será que as coisas seriam de algum modo facilitadas? A Fernanda Gadotti Duwe escreveu sobre isso a seguir. Boa Leitura!

Formas de expressar o amor

De acordo com Gary Chapman, em, “As 5 linguagens do amor”, existem 5 linguagens através das quais as pessoas expressam o amor: palavras, tempo de qualidade, presentes, toque físico e atos de serviço. 

Ele pontua que a forma que comunicamos o amor costuma ser a forma que desejamos recebê-lo. Caso isso não ocorra, há uma tendência de não termos nossa necessidade básica de conexão profunda com o ser amado atendida. 

Conexão essa que dá significado a existência pessoal. Isso é, se alguém investe tempo, energia e esforço, através de tempo de qualidade, palavras, presentes, atos de serviço e toque físico, o parceiro é importante e digno de ser amado. Por outro lado, se não existem essas demonstrações de afeto, como consequência, as diferenças com o outro se amplificam ainda mais.

Diante da possibilidade prática e rápida do fim dos relacionamentos, a proposta do autor é fazer com que o leitor perceba que, em verdade, amar exige esforço e comprometimento. 

O tipo de amor que o livro traz é, portanto, aquele que une emoção e razão. Requer ato de vontade e demanda disciplina. Vez que é necessário que cada um identifique sua forma de amar e como o parceiro ou a parceira costuma demonstrar o amor para que, assim, as expectativas possam ser alinhadas com a realidade. 

Alinhadas expectativa e realidade, deve haver o compromisso e a disciplina para que o relacionamento alcance o seu propósito, sem que, para isso, seja necessária a troca de parceiro. Em tempos de amor líquido, vale a reflexão.

 
DICA DA SEMANA

Amar é o nosso destino. Por isso, hoje eu vou de Carlos Drummond de Andrade. Não deixem de assistir à interpretação emocionada de Marília Pêra do poema “amar”.  Dá o play e bom proveito!  

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