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Aspectos desafiadores da comunicação não violenta

A Comunicação não violenta foi desenvolvida por Marshall B. Rosenberg, um psicólogo norte-americano que se dedicou a investigar tipos de linguagem, pensamento e comunicação que poderiam oferecer alternativas pacíficas à violência.

Na concepção de Rosenberg, o termo não violência deve ser entendido na mesma acepção que lhe atribuía Gandhi, ou seja, se refere ao nosso “estado compassivo natural quando a violência houver se afastado do coração”. O estado compassivo natural seria, portanto, algo próximo ao nosso estado emocional de gentileza, que nos deixa dispostos ao diálogo. A CNV encoraja as pessoas a se envolverem em diálogos criativos e autênticos, de modo que elaborem suas próprias soluções, utilizando a empatia, a paráfrase e a escuta ativa.

Roman Krznaric vê na paráfrase um aspecto desafiador do método de Rosenberg. Isto porque deveríamos escutar os outros com muita atenção, demonstrando a compreensão que temos deles e refletindo sua mensagem de volta na forma de questões que usem uma linguagem não avaliadora. Segundo Krznaric, ao empregar a técnica da paráfrase aumenta-se o risco de desenvolvermos uma comunicação mecânica. Ou seja, é preciso estar atento para que a comunicação não perca autenticidade e o interlocutor não perceba a reformulação da frase como uma estratégia que está sendo aplicada durante a interação.

Outro risco apontado por Roman Krznaric diz respeito à escuta e à empatia (escuta radical). Apesar de Rosenberg defender que a empatia não deveria ficar confinada aos consultórios dos terapeutas profissionais, Krznaric percebeu que pode surgir sofrimento emocional quando se compartilha sentimentos e necessidades de outras pessoas, o que os psicólogos denominam de “superexcitação empática”. Para evitar o problema, seria recomendável desenvolver mecanismos de autodefesa para proteção da intensidade emocional do sofrimento das outras pessoas, como ter um supervisor para conversar sobre casos difíceis ou traçar limites antes que a situação ultrapasse a fronteira do razoável.

Apesar das críticas e dos aspectos desafiadores da obra de Marshall Rosenberg, sua contribuição colaborou sobremaneira para denunciar a prática da comunicação alienante e violenta entre as pessoas. Suas ideias acerca da comunicação transformativa e compassiva, com o incentivo à expressão de sentimentos, honestidade e empatia, incentivam o diálogo criativo, fortalecendo-se os processos democráticos.

Até quarta que vem! 🙂 

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REFERÊNCIAS

ROSENBERG, Marshall B. Comunicação não-violenta. Técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais. São Paulo: Editora Agora, 2006.

KRZNARIC. Roman. O Poder da Empatia. A arte de colocar-se no lugar do outro para transformar o mundo. Rio de Janeiro: Zahar, 2015.

O livro de Marshall traz um texto de Ruth Bebermeyer que eu gostaria de compartilhar no dia de hoje, pois entendo que é muito útil para compreendermos a ideia de comunicação não violenta.

Texto de Ruth Bebermeyer

Sinto-me tão condenada por suas palavras,
Tão julgada e dispensada.
Antes de ir , preciso saber: Foi isso que você quis dizer?
Antes que eu me levante em minha defesa,
Antes que eu fale com mágoa ou medo,
Antes que eu erga aquela muralha de palavras,
Responda: eu realmente ouvi isso?
Palavras são janelas ou são paredes.
Elas nos condenam ou nos libertam.
Quando eu falar e quando eu ouvir,
Que a luz do amor brilhe através de mim.
Há coisas que preciso dizer,
Coisas que significam muito para mim.
Se minhas palavras não forem claras,
Você me ajudará a me libertar?
Se pareci menosprezar você,
Se você sentiu que não me importei,
Tente escutar por entre as minhas palavras
Os sentimentos que compartilhamos.

 

DICA DA SEMANA

Quem sabe agora você assista ao TEDx “Para Início de Conversa”, com Carolina Nalon. Conheça o Abominável homem “IBGE”, “meu pior é melhor” e “sabe tudo” e, ainda, o “Burnout empático”. Veja como ela também identifica aspectos desafiadores da Comunicação não violenta. Vale assistir: 

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