fbpx

Conteúdo jurídico semanal
para você se manter informado!

EMais

colunistas

A mediação não é para juristas acomodados

Mudar não é fácil, assim como romper com a vida tacanha e etiquetada, como disse Alexandre Morais da Rosa ao prefaciar um dos mais famosos livros de Luis Alberto Warat, “O ofício do mediador”.

Grandes nomes da mediação, exaustivamente, já alertaram que o processo não traz ganhos em termos de qualidade de vida às partes em disputa, uma vez que não resolve a relação afetivo-conflituosa envolvida no embate processual.

Agora, diante da ameaça de uma enxurrada de ações judiciais geradas pela COVID-19, os juristas brasileiros serão desafiados. Que tal nos prepararmos desde já? Vamos incluir a mediação nas nossas práticas?

No Brasil, a travessia da cultura da sentença para a do consenso (ou do diálogo), conforme enuncia Jéssica Gonçalves, tem desafiado principalmente a educação jurídica. Isso porque a educação para a mediação envolve práticas que precisam contar com o ensino de habilidades e competências que foram historicamente negligenciados em favor da análise normativa do litígio.

A Mediação não opera com as pretensões de verdade que encontramos no processo judicial. Ela não possui regras fixas porque é, sobretudo, um processo de interação entre pessoas que conduz à autonomia. Como disse Warat, é preciso “entender de gente”.

As soluções jurídicas obtidas de forma contenciosa são previsíveis e permitem que os juristas se acomodem, não exigindo grandes atividades criativas. Já as soluções tomadas pelo sistema cooperativo da mediação, em razão da perspectiva dos interesses e sentimentos, são dinâmicas e complexas como a vida, razão pela qual o consenso pode vir de lugares inesperados.

Aliás, lidar com o inesperado é algo bem comum na mediação. Não sejamos juristas acomodados e etiquetados. Incentivemos a vida e o inesperado!

Love, 2015. Alexander Milov.

Vamos falar de amor?

Como reflexão final, faço menção à obra “Amor”, do artista ucraniano Alexander Milov. 

 A escultura representa a expressão de dois adultos sentados, de costas um para o outro, visivelmente tristes. Em segundo plano, temos duas crianças, uma de frente para outra, com os braços estendidos como quem almeja uma aproximação.

Os corpos dos adultos podem bem representar a postura competitiva do sistema contencioso marcado pelo processo judicial. Dentro de cada um de nós, contudo, as crianças podem representar a mentalidade cooperativa do sistema consensual. Sempre que possível, lembrem-se dessa mentalidade, que está dentro de todos, pronta para ser incentivada! 

Para quem quer saber mais sobre a obra: http://reinterpellations.web.unc.edu/about/alexander-milov-love/alexander-milov-love-essay/

DICA DA SEMANA

Em nome do acordo

Livro - Luis Alberto Warat

Luis Alberto Warat é uma das principais referências dos meus estudos sobre a mediação. Por isso, a dica da semana é o livro “Em nome do acordo: a mediação no Direito”, do qual participei como revisora ao lado de Jéssica Gonçalves. Para comprar o livro clique no link.

Muito em breve, a editora Emais relançará outra obra waratiana de relevo, “Surfando na Pororoca: O Ofício do Mediador”. Assim que a obra estiver disponível, será objeto de futura coluna, com todas as homenagens que Warat merece! 

 

Até quarta que vem! 

COMPARTILHE COM ALGUÉM
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on telegram
Telegram
Share on email
Email
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on whatsapp
Share on telegram
Share on email
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
COMENTÁRIOS

Carrinho

0

Nenhum produto no carrinho.

Tecle Enter para pesquisar e Esc para fechar