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As mulheres nos espaços de liderança. Nos espaços de representação. Nos espaços de poder.

Das centenas de camadas que podem ser exploradas pelo crivo e luta feminista uma que persiste em avançar a passos lentos atine à presença (qualitativa e quantitativa) das mulheres nos espaços de liderança, representação e poder. O Dia Internacional pela Luta dos Direitos das Mulheres (08/03) passou e, como felizmente é de se esperar, viabilizou e promoveu pertinentes discussões sobre o tema. Índices recentemente divulgados ateiam a questão.

Segundo pesquisa do Kantar, divulgada pelo Poder360, 57% dos(as) brasileiros(as) se sentem mais confortáveis com um homem como chefe de governo do país. De 191 países, o Brasil ocupa 140º lugar no ranking daqueles com maior representação feminina no Legislativo; aqui apenas 14,5% dos parlamentares são mulheres (União Interparlamentar/ONU). Desde a redemocratização, as mulheres nunca foram mais do que ¼ do quadro de Ministros do Executivo (Poder360). Além disso, de acordo com o PNUD, 89,5% dos entrevistados no Brasil revelaram ter ao menos um preconceito contra mulheres e 43,4% deles disseram estar relacionado à esfera política.

Este pequeno recorte da coleção de lástimas próprias ao patriarcado, numa primeira tomada de olhos, nos adverte que a batalha contra o viés inconsciente machista deve ser constante e contundente. Para além, identificar e combater as razões estruturais desse cenário está em reconhecer as condicionantes sociais que influem no processo de decisão e colocação da mulher na sociedade. Algumas destas já passam a ser desveladas. Como exemplo, é entender que as agências e instituições que operaram por toda a vida de uma mulher provavelmente a desestimularam a desenvolver atributos como liderança, coragem, autossuficiência, ambição, a acumular expertises e a se posicionar – condições esperadas para uma líder minimamente virtuosa. Fora isso, a atual arena de liderança e poder por si só não é convidativa, já que corremos o risco de sermos subjugadas a cada passo e a sentirmos na pele a pura misoginia sendo mascarada de “divergência”. Às mulheres ainda são delegadas outras funções para além da laboral que requerem muito tempo e dedicação. Para mais, vetores sociais como classe e raça são decisivos e agravam ainda mais este vergonhoso quadro, que raramente se flexibiliza para tão somente admitir mulheres brancas de classe média e alta em seus espaços.

O painel é trágico, mas ser mulher também é conceber uma projeção alimentada por muita resiliência e doses de utopia. Resistiremos. Mesmo quando crises políticas, econômicas e sociais nos esquecerem. Mesmo por sofrermos de tantas formas. Somos muitas. Somos distintas, ora lutando juntas, ora naturalmente separadas. Logramos muito e lograremos muito mais.

Reprodução. Governo do Rio de Janeiro.

Você já ouviu falar do Conjunto Penal Vertical?

Um projeto de grande impacto ao sistema prisional e que não foi divulgado o suficiente está em fase de desenvolvimento pelo governo estadual do Rio de Janeiro. Trata-se do Conjunto Penal Vertical que, segundo a Secretaria de Administração Penitenciária, seria uma aglomeração de 5 unidades prisionais composta por 3 prédios com 11 andares cada, sendo 9 deles de celas. O planejamento é construir 5 conjuntos no estado, onde cada um poderá atender entre 3.456 e 5 mil detentos e terá o custo de cerca de R$ 82 milhões. 

Embora os entusiastas do projeto acreditarem ser uma resposta adequada ao déficit de vagas, às condições de salubridade e segurança das unidades e para otimizar o espaço, especialistas e conhecedores da realidade prisional afirmam o contrário. Algumas controvérsias estão sendo levantadas, como: logística de movimentação dos internos em escadas e elevadores; falta de visibilidade entre todos; dificuldade para intervenção e circulação de agentes e policiais; visão do entorno da vizinhança; abertura para comunicações e ataques externos; e conjunto com unidades tão próximas podendo ser chefiadas por distintas organizações.

O Sindsistema alega que “o governo Witzel devia se preocupar primeiro em resolver o déficit funcional, a falta de equipamentos básicos e de estrutura de trabalho” antes de construir tais unidades. Um juízo muitíssimo apropriado sobre o assunto.

DICA DA SEMANA

Nath Finanças

E hoje vim passar a palavra da rainha Nath Finanças pra vocês. Vim, portanto, recomendar que conheçam e acompanhem o trabalho de Nathália Rodrigues. Trata-se de uma youtuber de educação financeira destinada a classes de baixa renda, como ela mesma define. Pessoalmente, para mim, é um projeto transformador e audacioso. Principalmente num Brasil tão assimétrico em que classes menos abastadas são constrangidas a não projetarem investimentos de longo prazo e muitas das vezes restam fadadas ao endividamento. No Youtube é “Finanças com a Nath” e no Twitter e Instagram é “Nath Finanças”.

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