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Não somos caçadoras de talentos

Quantas vezes você já ouviu uma amiga sua falar, ou você mesma já disse: ahhh, mas ele tem potencial!, quando estava conversando sobre aquele homem com quem começou a se relacionar, que dá indícios de que não é aquilo tudo, mas que a gente sempre acredita que pode fazer com que ele se transforme na melhor versão de si?

Não foi uma nem duas vezes que ouvi de amigas, e que eu mesma falei que o cara não era aquilo tudo, mas que tinha potencial. E temos a tendência de nos agarrar nessa projeção que construímos, como se achar alguém que seja aquilo que esperamos, procuramos e queremos seja tarefa impossível e acabamos nos contentando com aqueles que “poderão ser” (muitas vezes num futuro imaginário que nunca chega).

As ideias de que “a mulher faz o homem”, que mulheres são mais maduras, que uma mulher transforma um menino em homem são tão entranhadas na nossa cultura, que acabamos nos submetendo a situações absolutamente desnecessárias, quando não abusivas, acreditando que conseguiremos transformar o outro.

Há mulheres que se submetem a relacionamentos abusivos (a questão das violências está longe de ser superada e ainda mais intensa em tempos de isolamento social) e também há mulheres que aceitam menos do que deveriam. Djamila Ribeiro escreveu um texto (que precisa ser lido) para a Folha de São Paulo, em janeiro deste ano, sobre “O prazer masculino em diminuir mulheres” falando sobre mulheres que murcharam depois de entrarem em alguns relacionamentos (quantas mulheres que conhecemos que fizeram isso?).

É importante lembrarmos sempre que não basta potencial, deve haver potência! Não temos que ficar procurando pelo sapo que iremos transformar em príncipe (não acreditem na Disney!). Precisamos (se quisermos, é claro) encontrar alguém que queira caminhar lado a lado, seguir junto pela vida, alçando vôo conosco, estando presente, apoiando, somando, contribuindo.

Não podemos nos diminuir ou aceitar que nos diminuam para servirmos em lugar nenhum! Caso não caibamos, é melhor procurar um lugar maior! Aliás, dentro de nós há sempre um espaço gigante.

Em resumo, não podemos esquecer: potência, não potencial.

Não somos caçadoras de talentos, muito menos olheiras de futebol!

Obs: Essa breve reflexão surgiu a partir de conversas importantes que tive com o Alexandre Morais da Rosa e com a maravilhosa Paola Bianchi Wojciechowski.

Licença de uso da imagem: Designed by pikisuperstar / Freepik

Sobre sensualidade

Há algum tempo estava pensando sobre sensualidade e tentando identificar aquilo que fazia me sentir sexy. Na época a reflexão gerou o seguinte texto (com algumas pequenas diferenças), que está no meu instagram @fernandapachecoamorim (você já pode aproveitar para me seguir)!

 

Reconhecer-se sexy e sensual é tomar conta do próprio eu e do próprio corpo. Nós mulheres aprendemos que sensualidade não pode fazer parte de nós (a não ser entre quatro paredes, para satisfação masculina) e essa ideia faz com que nos percamos dos nossos corpos.

Ser e sentir-se sexy é muito particular e desenvolvido individualmente a partir de cada experiência. Acredito que ler é sexy e me sinto assim lendo. Acredito que ser uma mulher forte é sexy, que colocar um batom vermelho marcando a boca é sexy, que minhas tatuagens são sexy, que moletom e camiseta também são sexy, que saber respeitar seu tempo, momento e fragilidades é sexy.

Enfim, minha sensualidade reside no meu corpo, no me apossar dele, reconhecê-lo como meu independentemente das falas desqualificadores e das tentativas de despossui-lo.

E não há outra maneira de reconhecimento que não a retomada de si. Ninguém nos concede sensualidade, ninguém nos permite o nosso corpo, a não ser nós mesmas. 

Tocar-se, amar-se, sentir-se, ter-se, masturbar-se, tudo só para depois saber fazer junto! Saber do que gosta, o que quer e até onde ir, para poder se entender e aprender a se respeitar.

Ser sexy é não se despedaçar para manter alguém inteiro, no sexo e na vida. É saber onde reside o próprio gozo, vontade, desejos e potência. 

E potência, mulheres, é o que não nos falta!

Que não nos falte também a posse sobre nós mesmas e nossos corpos, apesar dos pesares.

Que a sensualidade nos tome por completo e nos transborde!

DICA DA SEMANA

Sagaz
Música - Maria

Essa música tem uma batida gostosinha e uma letra potente!

Ela diz: Acabei de descobrir que o amor não passa por aqui. Pois disseram pra caber, teria de diminuir. Ai, e foi aí que eu voltei atrás…

Lembrando o texto inicial: se tem que diminuir quer dizer que não serve!

Maria arrasa!

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