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Photo by Joe deSousa on Unsplash

Eu também tenho um nude lindo!

Foi assunto no twitter (e em outras redes sociais) o nude do Tiago Iorc. Não foi o primeiro nude masculino que vazou e causou alvoroço entre o público.

E quando falo em alvoroço é no mais positivo sentido do termo. É no sentido de legitimação da posse e gozo do corpo masculino aliada à exaltação da “virilidade” do nu exposto.

Hoje mesmo a Paola escreveu sobre esse nude e as regras de diferenciação impostas aos corpos femininos e masculinos na coluna dela, que você pode ler aqui (O que recomendo fortemente que faça, pois é uma leitura necessária!).

É importante refletirmos a partir deste episódio, pois ele carrega um simbolismo cultural muito grande. Ele demonstra, nitidamente, a diferença existente entre a possibilidade de disposição do corpo, da imagem e da sexualidade entre homens e mulheres.

A contenção sexual feminina – e aqui falando de sexo de forma abrangente e não restrita a relações sexuais – é necessária para manutenção de status quo. O controle sobre nossos corpos é indispensável para que a subjugação das mulheres seja possível.

Não podemos deixar de reconhecer que o tratamento dado a um nude feminino é diametralmente oposto ao que estamos vendo acontecer com um masculino, que está sendo elogiado a exaustão.

E, sabem de uma coisa? Não acho nem um pouco ruim essa naturalização da nudez que está rolando. Não acho nem um pouco ruim o reconhecimento da beleza de um corpo. Não acho nem um pouco ruim que se reconheça a poesia constante na posse, uso e gozo da própria carne.

Mas acho ruim – ou melhor, péssima – a discrepância de tratamento que é dada aos corpos femininos.

Nós mulheres temos pavor de vazamentos. Nós mulheres somos as maiores vítimas de casos de pornografia de vingança. Nós mulheres evitamos mandar nudes, ou mandamos cheias de receio, pois sabemos quais marcações virão caso haja exposição pública de nossos corpos.

E, como bem lembrou a Paola, há que se reconhecer – pensando interseccionalmente – que há marcadores diferentes e mais fortes para cada uma de nós (enquanto plurais).

O que eu quero dizer com isso tudo é: eu também tenho orgulho do meu corpo; eu também tenho um nude que é pura poesia; eu também quero que meu corpo seja naturalizado; eu não quero ter pavor de vazamento; eu não quero que meu corpo seja sexualizado na sua essência; eu quero poder escolher me fazer sexual quando, com quem e como eu quiser; eu quero ser dona de mim sem ter que ficar brigando pela minha posse a todo segundo.

Em resumo, o que nós mulheres queremos, é que sejamos respeitadas enquanto ser, que não sejamos vistas enquanto objeto e que parem de achar que isso é pedir muito!

Sobre os caminhos do meio

Texto sentido, expelido (literalmente) e publicado no instagram. Daqueles que invadem e fim:

Gosto da ideia de encontrar caminhos no meio, mesmo tendo que fazer trajetos mais longos.
Ajustes, acertos, meio termo, presenças ou ausências na metade da estrada.
Isso não quer dizer que eu coloque metade de mim nos (des)encontros.
Pelo contrário. Inteireza é algo que me abraça.
Sempre atravessei a vida de peito aberto e alma exposta, mas quanto mais aberta, mais vulnerável.
Hoje entendo que boa parte da minha força se firma na vulnerabilidade e, principalmente, no reconhecimento dela.
Seguir brotando apesar das curvas é medida que se impõe por aqui.
Na pele sempre as marcas que a construção do meu eu carrega, visceralmente.
Sem vergonha ou medo de me espalhar, floresço quando me faço terra fértil.

 

DICA DA SEMANA

Jamais peço desculpas por me derramar: poemas de temporal e mansidão – Ryane Leão

Livro

Sou louca por poesia e Ryane Leão escreve de uma forma delicadamente forte. Chorei muito lendo o livro e já estou revisitando meus trechos favoritos. Vale cada página. 

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