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É porque eu sou bem louca!

Fui à Salvador no início de Janeiro e passeando pelas ruas do Carmo (já que nem só de estudos e trabalho vive esta mulher) me chamaram a atenção para a frase que estava escrita num muro: É porque eu sou bem louca!

Tenho repetido esta frase com certa frequência desde que a li. O simbolismo estampado naquele muro me encontrou de frente e com força. Quantas vezes nossas atitudes foram e são questionadas simplesmente porque somos mulheres? Quantas vezes esperaram que justificássemos decisões, ações, comportamentos, maneiras, atuações etc.? Por que você cortou o seu cabelo, era tão lindo? Por que você não quer ter filho, seu marido concorda com isso? Você deveria ser menos espaçosa, não vai conseguir namorado nunca assim! Ect. etc. etc.

E então são criados os esterótipos para nos encaixar: é descompensada, é louca, é puta…quem nunca ouviu um homem chamar a ex companheira de doida, maluca, louca?

Por isso tudo aquela frase veio forte em mim e tenho usado como resposta padrão para muita coisa: É porque eu sou bem louca! Se ser dona de mim, dona das minhas vontades, desejos e anseios; se tomar minhas próprias decisões sem me preocupar com o que a sociedade patriarcal vai pensar – por motivos preconceituosos; se me apossar da minha vida, do meu corpo e de quem sou é ser bem louca, então sou louca, bem louca, muito louca!

E a sociedade que se cuide, pois eu estou torcendo para que viremos uma horda de loucas, nesta perspectiva.
Ah, já conversei com a minha tatuadora: vou tirar foto do muro e colocar na pele, já que sou bem louca mesmo.Sociedade, você que lute!

Ser brasileira está difícil

A imagem ao lado é um print que tirei do Twitter que faz um comparativo entre uma capa da Istoé sobre a ex-presidenta Dilma e outra sobre o presidente Bolsonaro, a qual demonstra como a reprodução de estereótipos acontece. 

Numa capa o foco é uma mulher gritando, com letras garrafais dizendo: As explosões nervosas da presidente. Na outra, a imagem é um pedaço do rosto do presidente e outro pedaço o rosto de um leão (animal usado para representar homens fortes) com os dizeres: Bolsonaro, um leão fora de controle. A fonte utilizada para escrever o nome do presidente é uma que lembra a fonte da Disney, as demais também foram fontes mais suaves e em tamanho menor. 

Isso sem contar os textos de chamada de capa, nos quais se percebe o peso de ser mulher e ocupar espaços que não são considerados como nossos. Enfim, procurem as capas e tirem suas conclusões.  Tudo isso só demontra como nossa sociedade se organiza (ou não se organiza) e como estamos caminhando (as vezes penso que a passos largos) para um futuro próximo sombrio. 

E tudo isto legitima situações como as que foram trazidas nesta coluna na semana anterior. É uma bola de neve desesperadora. 

Está difícil ser brasileira! 

DICA DA SEMANA

Matando Matheus a Grito

Canal no Youtube

Um canal no Youtube que trata temas importantes e difíceis com leveza e humor. Conheci  o canal do Matheus por um vídeo  sobre Coach (vocês sabem que eu sou a  maluca anticoach, né?) e me encantei pela  forma como ele fala sobre coisas do   cotidiano e questões que estão em alta na  sociedade. Vejam lá e depois me contem o que acharam. 

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