fbpx

Conteúdo jurídico semanal
para você se manter informado!

EMais

colunistas

Relacionamentos abusivos, quando o amor faz adoecer

Já nos ensinava Mário Quintana “O amor não prende, não aperta, não sufoca. Porque quando vira nó, já deixou de ser laço”.

E eu afirmo: o amor nos faz livre, leve e mais feliz. Porque já somos felizes sozinhos, mas com outro alguém queremos transbordar!

Mas nem toda a história de amor é bonita. Ainda mais em uma sociedade marcada por uma violência simbólica que se materializa nas relações afetivas.

E a violência psicológica é uma das formas de abuso dentro de uma relação conjugal.

E ano após ano, o número de mulheres que se rebelam contra o modelo machista vem crescendo, mas sem fugir dos rótulos impostos por uma sociedade ainda despreparada para falar de uma violência que não deixa marcas.

Assim considerando o número de casos e notícias acerca da temática resolvi escrever sobre na coluna de hoje.

A violência psicológica pode ser compreendida como uma conduta que causa dano emocional e diminuição da autoestima ou prejuízos ao desenvolvimento de outra pessoa, por meio de manipulação, chantagem, ridicularização e controle de suas ações. Estes comportamentos afetam a saúde psicológica da vítima.

Na maioria das vezes a violência psicológica é silenciosa. E pode provocar dores tanto quanto a violência física.

Quem sofre com a violência psicológica passa a acreditar na sua culpa, alimentada pelas ações reiteradas do abusador, na imagem que foi criada a seu respeito, o que gera via de regra gera uma rotina de explicações proveniente da impossibilidade de enxergar de forma clara as atitudes do agressor. Assim, pouco a pouco a vítima acaba se anulando, deixando de fazer suas vontades, adequando-se à vida e anseios do outro. A violência psicológica é tão grave que pode causar crises de ansiedade e depressão.

Já o abusador, com ações reiteradas, responsabiliza a vítima por todos os episódios negativos que ocorrem no cotidiano. Por isso é tão difícil sair do ciclo, concluir que se está em um relacionamento abusivo e pedir ajuda.

Por esta razão, normalmente a vítima sairá deste ciclo de violência com ajuda dos amigos, familiares para depois ser encaminhada ao profissional de saúde mental. É de suma é importância o apoio e o não julgamento. Não é hora despejar nossos achismos, é hora de acolher!

Assim, ao romper o ciclo de violência a vítima pode, pouco a pouco, libertar-se das amarras condicionantes psíquicas e iniciar a reconstrução da sua vida.

Não tenho dúvidas que o diálogo deverá ser a primeira ferramenta a ser utilizada, e a escuta e o apoio serão prioridades.

Porque amor é laço e quando vira nó, precisa ser desfeito.

Acredita?

No sentido do texto hoje, recebi esse depoimento da também advogada Lidiane Feijó. Sei que foi preciso muita coragem para se expor desta forma! Divido com vocês e espero que sintam como eu, uma enorme admiração!

“Amanheci com meu coração apertado e com uma série de questionamentos em minha mente.

Pensei, refleti e cheguei à conclusão de que precisamos falar mais sobre relacionamentos abusivos! Há um certo tempo levantei essa bandeira, de forma silenciosa, mas se mantém erguida e, conforme me deparo com o tema mais ela se asteia.

Esse final de semana recebi um vídeo de uma ex-bbb abrindo jogo sobre a relação abusiva e as dores por ela experimentadas. Ressalto que não estou aqui para fazer julgamentos sobre a atitude dela ou para colocar em cash o culpado pelo rompimento, tampouco fazer vezes de comentarista.

Mas o que me choca sempre é justamente o sentimento de que as pessoas, ao invés de acolher, de buscarem conhecer o tema, de apoiarem, atiram pedras, julgam, ofendem.

Pois bem, eu passei por longos anos de relacionamento abusivo! 

E sabe o que eu ouvia? “Nossa que burra!” “Comigo isso não aconteceria!” “Se te manténs com ele, És igual a ele!”

E não! Não sou burra, não sou igual a ninguém e espero, sinceramente, que isso não ocorra com você! 

Muitas mulheres preferem silenciar todo o sofrimento justamente por não terem forças para suportar os julgamentos! A crueldade é bizarra!

Relacionamento abusivo é algo que precisa ser falado, precisamos preparar nossos filhos, netos.

Acolher nossos amigos (as)!  Nos livrarmos de julgamentos! Temos que parar de romantizar atitudes abusivas!

O que uma pessoa que está sofrendo menos precisa, é de ser julgada! 

A dor emocional por mim experimentada era tamanha, que parecia física (fui muito para emergência de hospitais por achar que eram problemas físicos).

Já temi muito pela minha vida! Muitos que acompanharam meu processo, também temiam! Eu era “a louca”! Me senti durante muito tempo “um lixo”, pois era assim que era tratada. Não na frente dos outros, jamais! Na frente dos outros, o agressor (físico e emocional) sabe ser a pessoa mais amável e respeitável do universo!

“Nossa, mas logo você, tão forte!” 

“Se alguém me dissesse que você passou por isso, não acreditaria”! Tenho uma notícia para vocês:

Pessoas fortes também sofrem! 

Pessoas fortes também precisam ser acolhidas! 

Pessoas fortes também precisam de ajuda!

Levantem a bandeira do amor ao próximo, pois o sofrimento emocional pode ser mais devastador que o físico e causam sequelas tão profundas que muitas vezes dificilmente cicatrizam.

Dificilmente o abusador (psicológico) se dá conta do tamanho do mal que está executando. É um ser que também precisa de ajuda. A família também é responsável por socorrer tanto o abusador quanto sua vítima. 

Ninguém “fere” gratuitamente. Toda forma de agressão, é um meio de externalizar alguma dor interna muito grande!

Tá na hora de nos darmos conta de que não podemos nos calar ao ver alguém ser diminuído por seu parceiro(a); alguém ter seu dinheiro retido; amizades afastadas; vida controlada e humilhada. Isso vira doença e o tratamento é tão doloroso quanto o processo de transgressão!

O amor não é isso! 

Eu busquei ajuda para conseguir me livrar! Ajude sempre que puderem!

E eu, me manterei sempre de coração e braços abertos para acolher qualquer pessoa que estiver nessa situação! 

Que vença sempre o AMOR ♥️

DICA DA SEMANA

Mediação na Cultura do Consenso

Curso de capacitação

A dica da semana continua sendo do curso tão sonhado e planejado por mim e pelo Daniel Um convite ao diálogo, com importantes ensinamentos sobre acolhimento! 

Com objetivo de capacitar mediadores e profissionais que desejam ampliar seu conhecimento dentro da Cultura do Consenso.

Espero vocês!!!

Inscrições aqui.

COMPARTILHE COM ALGUÉM
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on telegram
Telegram
Share on email
Email
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on whatsapp
Share on telegram
Share on email
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
COMENTÁRIOS

Carrinho

0

Nenhum produto no carrinho.

Tecle Enter para pesquisar e Esc para fechar