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Quando a família muda

Já ensinava Tom Jobim “Fundamental é mesmo o amor é impossível ser feliz sozinho”.

Apesar de entender que antes de sermos felizes com alguém precisamos ser felizes com nós mesmos, não podemos negar que nós somos em nossa essência seres relacionais.

E nesta necessidade relacional reside a complexidade, especialmente quando falamos da nossa relação originária: a familiar.

Hoje gostaria de falar do recasamento. Quando a família muda.

De início, a família recasada pode enfrentar desafios em sua união, como adaptação dos filhos do casamento anterior, filhos da relação atual, sentimentos experimentados e expectativas para o futuro.

Esses obstáculos podem ser contornados e vencidos. Mas essencialmente precisam ser encarados e tratados. Muitas vezes as questões relativas às novas configurações familiares desembocam no judiciário, com nomenclaturas jurídicas diversas, mas que encobertam questões de cunho psicológico.

Muitas destas questões surgem pela falta de atenção de aspectos como: A reconstrução de uma nova relação conjugal. Sim a palavra é reconstrução. Que passa pelo novo casal, pelas relações parentais entre os filhos do casamento anterior e o/a companheiro(a), novas relações fraternas. Todos passarão por este processo de mudança, que pode ser um período de crise até o seu devido ajuste em virtude da construção familiar não acontecer de forma gradativa e sim através de rearranjos.

E nestes rearranjos é possível que um membro ou outro da família leve mais tempo de adaptação.

Quando envolve os filhos é primordial pensar que essa nova figura dentro do seu convívio pode ser extremamente saudável desde que se respeite os papeis parentais. O “padrasto” e a “madrasta” podem auxiliar na criação como um adulto referencial, mas jamais podem substituir o lugar do pai ou da mãe.

Seguindo este raciocínio podemos pensar em um outro aspecto: o bom senso. Quanto maior for a clareza do papel de cada um nesta nova configuração familiar, melhor será o desenvolvimento desta família.

É possível dentro desta nova formação compreender que a vida idealizada, perde espaço para a vida real. Não criar expectativas de uma vida perfeita é o primeiro passo para a construção de uma relação madura do ponto de vista emocional.

E quando pensamos em uma nova relação é importante pensarmos que para ingressar em um novo casamento, necessário se faz que não existam questões pendentes em termos afetivos e emocionais do casamento anterior.

As chances de o judiciário ser o filtro de questões de ordem emocional e os filhos “pagarem a conta” da ausência de manejo da relação anterior para a atual são grandes.

Não são poucas as vezes em que padrastos e madrastas colocam-se em condição de competição de atenção com a família anterior. Ou ao contrário o ex-companheiro(a) cria empecilhos na relação dos filhos com o/a novo(a) companheiro(a).

É importante considerar que há uma história anterior que não pode ser apagada e um direito de viver uma nova relação. Todos fazem parte, mas nos seus devidos lugares.

Por fim, não podemos negar que quando a transição familiar e sua nova configuração são feitos com calma e respeito, surge o desenvolvimento de novas habilidades como tolerância, paciência, flexibilidade, confiança e diálogo.

O caminho não é simples. Mas o respeito é o primeiro caminho.

VAMOS DIALOGAR? Aproveito para responder uma das principais perguntas que recebo sobre o tema na prática: Posso proibir meu/minha filho(a) de conviver com o/a companheiro(a) novo(a) do meu ex-marido/esposa? Ou proibir de chamá-lo(a) de pai /mãe?

A minha resposta é depende, seguida de: como está a criança/adolescente? Ele que manifestou o desinteresse? Ele não está sendo bem cuidado quando está na companhia da família? O termômetro é sempre a criança/adolescente. Se está tudo bem com eles por que não conviver? Perceba se não é ciúmes ou medo de perder o amor do seu filho(a).

Sobre a possibilidade de a criança/adolescente chamar de pai ou mãe o padrasto ou a madrasta é importante levar em consideração que dependendo da idade em que se encontram é possível que ainda não compreendam os papéis de cada um na vida familia.

O mais importante aqui é ter em mente que, seja na convivência ou no modo de chamar, as crianças e adolescentes têm direito de amar! E não está tendo interferência dos adultos, se todos respeitam seu lugar, é possível construir uma relação saudável para todos.

Não é simples. Mas é possível.

Um abraço Alliny!

Direito e psicologia

Hoje apresento a vocês a psicóloga Fernanda Fragelli, especialista Terapia Relacional Sistêmica pelo Familiare,  especialização no Método Friends (Programa Internacional voltado para o desenvolvimento de habilidades socioemocionais em crianças, adolescentes e adultos) e ainda  especialista no Programa de Qualidade na Interação Familiar (Voltado para o desenvolvimento de habilidades de pais).

Atualmente Fernanda trabalha com orientação de pais no consultório, como psicóloga escolar e com a capacitação socioemocional de professores.

Sobre a temática recasamento a profissional orienta que: 

“Quando a qualidade da parentalidade é preservada após o fim do casamento e os genitores conseguem manter uma relação cordial entre si, sem envolver as crianças em disputas afetivas, acabam contribuindo para que elas se sintam livres para se vincularem às novas famílias que eles vierem a formar.

No início do convívio de uma família recasada, pode haver conflitos sobre a educação dos filhos, sobre a organização do ambiente familiar e sobre as fronteiras e os limites que serão estabelecidos. Isso poderá afetar a relação entre o casal e do casal com as crianças. Por isso, é importante que os cônjuges tenham flexibilidade, paciência, disponibilidade para dialogar e a capacidade de reconhecer e respeitar a individualidade e o funcionamento de cada um. Isso contribuirá para a adaptação de todos a esta nova família, inclusive das crianças.”

 
DICA DA SEMANA

Família é tudo

Livro - Fabrício Carpinejar

 Esse livro sensacional do Carpinejar! Família é tudo! Eu aprecio a forma leve como o autor aborda os sentimentos, os relacionamentos e neste livro não é diferente. Com sensibilidade que lhe é peculiar o autor compartilha histórias da sua vida. Vale a pena cada página.

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