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Premissa profissional: Cuidar de si para depois cuidar do outro

“Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro desperta”. Carl Jung

Acredito firmemente nos ensinamentos de Jung. Quando atuamos com profissões que demandam cuidado do outro, precisamos primeiramente e fundamentalmente cuidarmos de nós mesmos.

Vejo diariamente muitas dores e conflitos que envolvem famílias e para que eu possa compreender que aquela história é deles e não minha, eu preciso sim, cuidar e se for necessário tratar a minha própria história.

Diariamente converso com advogados e advogadas que se sentem exaustos com a demanda emocional dos processos que atuam, especialmente, este ano, em que as emoções estão à flor da pele, lidar com pessoas requer inteligência emocional.

Por esta razão, se posso sugerir algo e, por experiência própria: Nós profissionais do Direito precisamos também de supervisão de profissionais da saúde mental.

Precisamos cuidar tanto da nossa saúde física, como da nossa saúde mental.

E aliado a este cuidado precisamos parar de romantizar a exaustão. A depressão e demais problemas psiquiátricos se tornaram uma verdadeira epidemia na advocacia.

Provavelmente você conhece alguém que esteja sofrendo com problemas de ansiedade, depressão, bipolaridade, burnout, dentre outras.

Temos um número expressivo de colegas que dormem, acordam, vivem e trabalham a base de remédios. E a questão não é precisar de remédio ou não, mas compreender que este modelo de trabalho não funciona mais.
E o principal: este modelo de trabalho onde é glamoroso estar cansado, super conectado, correr e correr, litigar não está funcionando e não precisa ser assim.

Há formas mais inteligentes e eficazes para lidar com o conflito. Há ferramentas que podem e devem ser utilizadas pelo profissional do Direito para que o trabalho seja mais leve e eficaz. Eu já falei de algumas aqui:

Novas (não tão novas) perspectivas para o direito das famílias
Advocacia do Consenso
Aprendendo a lidar com o conflito
Um convite ao diálogo

Então se posso dar um conselho que julgo precioso nesta segunda-feira: façam terapia e reveja seu modo de trabalho. Existe um caminho mais leve.

Com carinho Alliny

Direito e Psicologia

Continuando a apresentar profissionais da psicologia que agregam e auxiliam dentro do Direito, uma vez que, como já comentei sou defensora da interdisciplinaridade no Direito das Famílias, logo nada mais justo que aproveitar este espaço para trazer profissionais que atuam de forma ética e eficaz em processos que envolvam famílias e sucessões. Assim nesta semana apresento a vocês a psicóloga (Dra. Pela UnB) Vanessa Cardoso (@psi.vanessacardoso). 

Gosto da linha que Vanessa segue especialmente pela forma sábia de trazer para um discurso mais acessível questões tão profundas a respeito da saúde mental. Neste sentido trago uma pequena reflexão feita neste domingo que está intimamente ligado ao Direito das Famílias “Acolha o seu sofrimento. É a sua aversão que dói, nada mais, trecho do texto de Herman Hesse – sobre o amor – que coaduna com a realidade de muitas pessoas. 

Utilizar de subterfúgios, dar à volta, fazer contornos ao sofrimento não só o prolonga, como também, maximiza sua potencialidade.

Às vezes, não temos nenhuma outra escolha, a não ser passar pela situação dolorosa. E, se assim o for, que seja com graça e compaixão.

Acolher o sofrimento não significa se vitimizar. Mas, sim, permanecer nele crescendo e se desenvolvendo, apesar de sentimentos de desespero e frustração, que inevitavelmente surgirão.

DICA DA SEMANA

Os Quatro Compromissos

Livro – Don Miguel Ruiz

Os quatro compromissos. Livro de Don Miguel Ruiz revela a fonte de crenças autolimitantes que podem roubar a alegria e criam sofrimentos por vezes desnecessários. O livro traz reflexões a partir de quatro compromissos: seja impecável com sua palavra; não leve nada para o lado pessoal; não tire conclusões e dê sempre o melhor de si.

O livro não substitui acompanhamento psicoterápico. Uma vez que dentro do espaço terapêutico conseguimos de fato enxergar e transformar nossas crenças. 

Mas os livros têm um poder incrível de nos proporcionar grandiosas lições.

 

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