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Práticas Colaborativas na Advocacia Familiar

Seguindo com a temáticas de métodos consensuais, hoje vamos falar sobre práticas colaborativas.

A advocacia colaborativa foi idealizada por Stuart Webb, advogado de família norte-americano. Depois de participarem de capacitação sobre práticas colaborativas nos EUA, as brasileiras Fernanda Paiva, Flávia Soeiro (advogadas) e Tânia Almeida (médica e mediadora), fundaram em 2011 um grupo de estudos sobre a temática no Rio de Janeiro.

O tema chegou até mim através da advogada Flávia Collaço Koerich entusiasta do tema, que por acreditar, iniciou um grupo de estudos, em Florianópolis, e eu tive a sorte de receber este belíssimo convite. Tamanha sua capacidade de nos encantar hoje este grupo cresceu, tomou forma e um time de advogados, psicólogos e analistas financeiros estudam e atuam para que esta prática seja cada vez mais aplicada no meio jurídico.

Bom, mas o que são as práticas colaborativas?

Pelo método o casal envolvido e os profissionais da advocacia, construirão de forma sadia a solução para o conflito. A entrega é tamanha, que um dos requisitos é a cláusula de não litigância. Tal cláusula permite a segurança e a liberdade de saber que os temas ali versados não serão constituídos como provas em eventual processo judicial.

Neste sentido, quando surge o divórcio os envolvidos decidem de forma voluntária pela construção, juntamente com a equipe técnica, de soluções para o divórcio e todos os seus desdobramentos, sem recorrer ao processo judicial, nas práticas colaborativas o casal buscará cada um o seu advogado (a), estes profissionais prestarão seus serviços limitados às negociações do acordo. Isto quer dizer que caso o acordo não seja concretizado os profissionais não atuarão no processo judicial.

Mas como ser este profissional colaborativo?

O Instituto Brasileiro de Práticas Colaborativas oferece capacitação aos profissionais que desejam atuar nesta esfera, grupos de estudos em alguns estados do país, como em Santa Catarina, oferecem aos profissionais oportunidades de aprofundar o método. Além da capacitação, ter conhecimentos em técnicas como negociação, comunicação não violenta, escutatória, teoria do conflito, entre outros, auxiliam na atuação para a construção de acordo sustentável para todos.

Quais as vantagens para os envolvidos?

Este método oportuniza um conjunto de práticas realizadas por verdadeiro grupo de trabalho colaborativo, onde todos os envolvidos buscam uma solução criativa, eficaz e leve.

O trabalho como dito é feito em equipe que será composta por advogados (as) representando cada cônjuge e também por profissionais neutros – que atuam de forma imparcial, igualmente capacitados em outras áreas como finanças (analista financeiro) e saúde (psicólogos).

Porque eu acredito nas práticas colaborativas?

Pela minha experiência sei que a forma como os pais se separam impacta mais do que a própria separação em si, logo as práticas colaborativas oportunizam às famílias que este rito de passagem seja feito de modo respeitoso e construído a quatro mãos pelo casal, com auxílio de profissionais capazes de demonstrar seja o impacto financeiro da divisão das economias, seja a vivência do luto esperado ao término de uma relação, tornando este rito de passagem sadio e eficaz.

Em 2013, através da iniciativa da advogada colaborativa Olívia Fürst, o grupo de estudos do Rio de Janeiro foi vencedor do X Prêmio Innovare, na categoria advocacia, prêmio fundamental para grande visibilidade das práticas em nosso país.

Tenho certeza que colaboração é o caminho a seguir!

Vamos juntos?

Com carinho Alliny.

Referências:

  1. https://ibpc.praticascolaborativas.com.br/
  2. https://www.collaborativepractice.com/
  3. https://www.migalhas.com.br/quentes/198649/advocacia-colaborativa-ganha-espaco-no-brasil
  4. https://ianeruggiero.jusbrasil.com.br/artigos/360238110/praticas-colaborativas-entenda-o-basico

Licença de uso da imagem Quadro vetor criado por rawpixel.com – br.freepik.com

Seja feliz sozinho (a)

Esses dias li a seguinte frase “Só é feliz a dois quem já é feliz sozinho”.

Faz sentido? Para mim faz.

E na poltrona semanalmente (agora de modo online) ouço históricas de amor que chegaram ao fim.

Mas o que sempre me chama atenção é a posição em que o (a) parceiro (a) é colocado.

O término de uma relação pode sim ser um momento doloroso, mas ele não é o todo da nossa vida.

Por esta razão cuidar de si enquanto solteiro e especialmente quando em uma relação é tão importante.

Cuide de si. No fim é você com você mesmo.

E talvez, o mais importante é saber que você é inteiro, não precisa de ninguém para lhe completar, se for para ter uma relação que seja para transbordar de felicidade!

Quanto mais você se conhece, compreende suas limitações e desejos mais leve será encontrar um (a) parceiro (a) que faça sua caminhada mais leve. 

E se for para falar de amor, comece pelo amor próprio! 

DICA DA SEMANA

Divórcio Colaborativo

Livro - Pauline Tesler e Peggy Thompson

A edição brasileira do livro de Pauline Tesler e Peggy Thompson com sua clareza de linguagem, é a melhor orientação que advogados, terapeutas de família, consultores financeiros, entre outros profissionais, e, sem dúvida, os próprios casais que decidem se divorciar podem ter para a construção de um caminho colaborativo. Este livro é um cuidadoso guia das etapas de um divórcio colaborativo. É um facilitador para aqueles que querem conhecer melhor e, talvez, optar por esse método, que coloca a construção da solução nas mãos dos principais envolvidos, além de preservar a saúde emocional e financeira das famílias.

Disponível para compras: https://www.estantevirtual.com.br

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