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Paternar

Ontem foi dia dos pais, sim é uma data comemorativa comercial, mas podemos (e devemos) aproveitar datas como estas para refletir as funções parentais.

De acordo com o Dicionário Aurélio, “PAI” significa aquele que tem ou teve filho(s), genitor, progenitor, indivíduo em relação aos seus filhos, responsável pela criação. No sentido figurado, pode significar amor, herói, alguém desconhecido etc.

Aproveitando o gancho da conceituação perceba que encontramos a expressão “alguém desconhecido”, o que faz sentido se considerarmos que no Brasil temos em torno de 5 milhões de crianças não possuem o nome do pai em suas certidões de nascimento. Precisamos falar da forma de “aborto” mais comum e normatizada que existe: abandono paterno.

E continuo quantas vezes escutamos um pai respondendo como concilia trabalho e paternidade? Em contrapartida quantas vezes uma mãe responde essa mesma pergunta? Eu respondo uma vez por semana, pelo menos.

E porque trago estes questionamentos pós o dia dos pais? Porque precisamos falar de paternidade responsável. Porque ajudar quando pode não é função de quem também é responsável pela criação.

O princípio da paternidade responsável significa RESPONSABILIDADE e esta começa na concepção e se estende até que seja necessário e justificável o acompanhamento dos filhos pelos pais, respeitando-se assim, o mandamento constitucional do art. 227, que nada mais é do que uma garantia fundamental.

Partimos então para uma segunda reflexão para além da conceituação de pai, temos o PATERNAR. Afinal, o que é paternar? É a função paterna, para além do olhar sobre o masculino e o feminino. Paternar é colaborar através de ações de cuidado do desenvolvimento de uma criança.

É o afeto, o cuidador, as responsabilidades, seja de ordem emocional, financeira, intelectual e afetiva. Ações e renuncias que chegam junto com uma criança.

Assim a parentalidade está mais intimamente relacionada a uma função do que a uma relação biológica puramente. Isto porque a função parental não necessariamente será do pai biológico – a função do pai não é meramente reprodutiva – o que temos de mais comum já que por vezes a figura paterna não é necessariamente o pai biológico.

Ao avô mais fofo da vida

E falando em paternar aproveito para homenagear este homem incrível que me deu o maior presente que uma criança pode receber: presença.
Meu avô materno, meu padrinho.
A ele todo meu amor.
A ele todas as homenagens de quem sempre soube exercer a paternidade com louvor. 
A ele toda a saudade pelo distanciamento (vai passar).
A ele toda a minha gratidão em vida por seres puro amor e fé.
Com ele aprendi que é possível um mundo mais humano, fraterno e compassivo.
Com ele aprendi que com uma boa conversa afetuosa é possível encontrar soluções para o conflito.
Com ele aprendi que a paz vale mais que a razão.
Feliz todos os dias para aqueles que sabem vive-la como presença e responsabilidade.

 
DICA DA SEMANA

Orfeu de Bicicleta (Um pai do século XX)

Livro de Francisco Bosco

O livro Orfeu de Bicicleta (Um pai do século XXI) – É um livro sobre a figura do novo pai, neste novo século. Escrito pelo filósofo Francisco Bosco, o livro reúne reflexões profundas sobre a visão da paternidade no cuidado das crianças. Contar a rotina na visão de um pai traz um novo leque de reflexões sobre paternidade responsável.

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