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Os filhos e o divórcio

Quando pensamos em Direito das Famílias é preciso ter em mente que em muitos momentos os conflitos familiares perpassam pelas crianças e adolescentes.

Para mim não há nada mais triste do que ver um filho envolto no divórcio dos pais. Não pelo divórcio em si, mas pelas situações que os pais criam.

Quando analisamos o divórcio estamos falando do rompimento da conjugalidade – que em suma diz respeito à construção de uma vinculação entre dois indivíduos independentes e que resulta na construção de um terceiro elemento, a relação ou o “nós” do casal.

Seja por um momento ou por uma relação duradoura, esta conjugalidade pode resultar no nascimento dos filhos, surgindo um novo laço que denominamos parentalidade – podemos defini-la como o cuidado parental realizado pelos pais em relação à prole.

Feita esta distinção, conseguimos enxergar que quando tratamos do divórcio, analisamos a quebra do vínculo conjugal e não do vínculo parental.

Contudo, muitos pais não percebem esta distinção, que a ruptura ocorre com o até então casal e que os filhos não têm que passar por situações relativas ao divórcio em si, os motivos, as mágoas ou qualquer outra situação que esteja vinculada à ruptura conjugal não pertencem ao mundo dos filhos.

Os filhos devem ter certeza que neste momento de mudanças, o amor que seus pais nutrem por eles não deixou de existir.

É especialmente complexo e difícil para um filho ter que passar por um divórcio, pai e mãe não estão mais juntos, inúmeras questões surgem como “eles não se amam mais?” “Foi por minha causa?”, “Preciso escolher com quem ficar?”, dentre tantas outras que passam na mente e muitas das vezes os filhos são pequenos demais para lidar com essas emoções.

Quando os pais decidem pelo divórcio, os filhos precisam sentir-se amparados, seguros e devem ser informados somente do necessário, jamais devem ser envolvidos em conflitos, como “garoto de recados” ou justificativa para batalhas judiciais, tão somente para buscar amparo a frustações do mundo adulto que em nada irão contribuir para o bem-estar dos filhos.

Os pais devem entender que não se divorciam de seus filhos – eles não fazem parte do conflito.

É difícil eu sei. Minha poltrona escuta semanalmente relatos dolorosos de rupturas conjugais, mas é primordial que os pais, reflitam que a responsabilidade pelos filhos, não encerra no divórcio, que o “melhor interesse da criança” deve ser genuíno e principalmente que os filhos são para sempre (que bom!).

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O olhar psicológico aos filhos no divórcio

É possível dizer (experiências lá na poltrona) que os filhos de pais separados passam algumas tarefas psicológicas de adaptação:

• Aceitação da realidade quanto ao término da relação dos pais;

• Desligar-se do conflito e do stress associado à separação para voltar às atividades da vida diária;

• Lidar com a perda;

• Resolver os sentimentos de raiva que possam ocorrer e de culpabilidade;

• Aceitar a separação parental como definitiva; 

• Sentir-se confortável e confiante nas relações com os outros. 

As formas como os filhos de pais separados se adaptam à situação depende de como conseguem resolver estas tarefas de desenvolvimento psicológico e obviamente que o comportamento dos pais antes, durante e depois da ruptura conjugal influencia (muito!).

Por esta razão, o direito de família não se reduz ao direito em si, mas a uma multidisciplinariedade de suportes, dentre eles o psicológico. 

Ter a ajuda profissional da psicologia é essencial para um rito de passagem mais sereno.

Já no âmbito do direito, procurar soluções que possibilitem a transformação do conflito em um novo caminhar, torna a nova fase da vida mais leve de ser percorrida. 

Especialmente para as crianças e adolescentes.

Dialogar é o caminho!

DICA DA SEMANA

Lá e Aqui

Livro - Odilon Moraes e Carolina Moreyra

Direcionado aos leitores mirins (embora deva ser lido por todos!), esta obra é pura emoção. Entre jardins, lagos e muita doçura Carolina aborda o olhar de uma criança quando os pais se separam e todas as mudanças inerentes ao fim, especialmente o momento que uma casa vira duas.

Uma forma leve de ver este momento tão delicado, sem descartar, no entanto, que sim haverá sofrimento, mas pode ser breve. 

O sul-coreano Lee Sedol, um dos melhores jogadores de Go (considerado o jogo de tabuleiro mais difícil) do mundo, anunciou que irá se aposentar.

Frequentemente uso como exemplo as disputas entre campões mundiais humanos de Go e inteligências artificiais que foram desenvolvidas e ensinadas para conseguir entender as regras do jogo, desenvolver estratégias e competir.

Em 2016, Sedol disputou 5 partidas contra o AlphaGo, inteligência artificial da Deepmind, e perdeu 4 delas.

Agora em novembro o sul-coreano, que joga Go há 24 anos, anunciou sua aposentadoria afirmando que mesmo se tornando o melhor ser humano do mundo em Go, não conseguiria derrotar a máquina.

Haverá um jogo para comemorar a aposentadoria entre Sedol e o HanDol (Inteligência Artificial da NHN Entertainment). Sedol receberá uma vantagem de duas pedras, mas ainda assim está pouco confiante na sua vitória.

Sedol já entendeu que não pode competir, e você? Já mudou a forma analógica de pensar?

Você pode ler mais no Gizmodo Brasil.

Muuuuuuuuu!

Na Rússia (onde mais seria?) está sendo feito um estudo a partir de um projeto para otimização da quantidade e qualidade de leite produzido por vacas leiteiras da fazendo RusMoloko em Ramensky.

Há indícios, já levantados desde muito tempo, que quando inseridas em ambientes tranquilos as vacas
produzam mais leite e com maior qualidade.

Em razão disso, óculos de realidade virtual foram adaptados para servir na cabeça dos animais. Durante a utilização dos óculos, as vacas veem pastos tranquilos, sem uma grande quantidade de animais para disputa de espaço e um dia ensolarado.

Ao que tudo indica, ao menos inicialmente, o uso dos óculos de realidade virtual trouxeram maior estabilidade emocional para as vacas e estimularam um bom clima no rebanho. Você pode ler mais sobre isso na Folha de São Paulo: Vacas russas ganham visor de realidade virtual para reduzir ansiedade e dar mais leite.

DICA DA SEMANA

Her

Filme

Vencedor do Oscar de melhor roteiro original, o filme Her (Ela – traduzido) conta a história de um homem que se apaixona por sua assistente pessoal virtual (algo
parecido com a SIRI da Apple).

Vale a pena assistir!

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