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Maternidade e Direito

Sabemos que o dia de ontem denominado como “dia das mães” é uma data de cunho comercial.

No entanto datas comemorativas podem e devem ser momentos de reflexão sobre a temática comemorada.

A maternidade sem dúvida alguma para àquelas mulheres que sonham em ser mãe – porque não é condição feminina ser mãe, mas sim um desejo de querer ou não, assunto para outra coluna – mas algo que transforma à vida sem dúvida alguma.

Por estas mudanças não há como negar que a maternidade está intimamente ligada ao Direito das Famílias.

Isto porque, o número de mães solo no Brasil saltou de 10,5 milhões para 11,6 milhões no período de 2005 a 2015. Os dados são do mais recente censo feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Das famílias comandadas por mulheres, 56,9% vivem abaixo da linha da pobreza. O número de crianças que sequer têm o registro do pai na certidão de nascimento já soma 5,5 milhões. Os números estratosféricos ficam ainda mais críticos ao pensar que cada uma dessas mães faz um malabarismo absurdo para conseguir cuidar dos filhos e da casa, fazendo, muitas vezes, tripla jornada de trabalho.

Certamente esses dados estão ligados ao modelo de sociedade fortemente patriarcal, que coloca a atividade de cuidado com as crianças como uma atividade feminina.

Esse cenário atinge o judiciário na medida que o movimenta através de processos que envolvem pedido de alimentos às crianças e adolescentes, organização de convivência, dentre outras demandas.

Não fosse isso, a pandemia provocada pelo Covid19 sobrecarrega as mulheres de todo o mundo em cuidar praticamente sozinhas das famílias, das casas, da saúde e da empregabilidade.

Percebo que a pouca representatividade de pais solos chefes de família se relaciona com a forma como a organização da sociedade brasileira, que resiste à ideia de que os pais cuidem dos filhos ao mesmo tempo que promove a lógica do homem provedor.

O Brasil ainda alimenta a ideia de que homens devem ir para o trabalho enquanto cuidar de crianças é coisa de mulher.

Muitos conflitos familiares nascem destas questões que envolvem gênero e dever de cuidado.

É preciso uma mudança efetiva de comportamento, uma ressignificação sobre papéis de homens e mulheres a partir das suas obrigações parentais, saindo do ultrapassado e errôneo modelo homem provedor e mulher cuidadora, para uma efetiva divisão de do dever de cuidado e afeto.

Referências: https://revistacrescer.globo.com/Voce-precisa-saber/noticia/2019/05/mae-solo-maternidade-nao-e-sobre-estado-civil-filhos-nos-tornam-maes-companheiros-nao-diz-thaiz-leao.html

Foto. Arquivo Pessoal.

Maternidade

Ah ser mãe! 

Gerar. Parir. Adotar.

Amar. Maternar.

É lindo, intenso e muitas vezes difícil.

Ser mãe é para sempre.

O instinto materno e o amor incondicional entrelaçam na responsabilidade vivida sozinha ou compartilhada.

Entre as noites mal dormidas, a carga do cuidado e muitas vezes o equilíbrio com a carreira profissional.

Ser mãe é uma fina arte.

Meu desejo como mãe neste dia e em todos os outros é que sejamos livres em nosso maternar.

Desejo que tenhamos sabedoria para seguir nossa intuição.

Desejo que saibamos cria-los com amor e que eles sejam amor para o mundo.

Desejo que culpa não nos domine.

Que saibamos a hora de pedir ajuda, de sentar e descansar, de chorar se for preciso.

Que possamos viver com leveza.

Aproveitando cada sorriso.

Ser mãe é uma fina e árdua arte.

E nós dominamos.

Com medo e maestria.

E se puder um último desejo: que saibamos aproveitar cada segundo.

Afinal, eles serão crianças uma única vez

E nós?

Ah nós seremos mães para sempre.

Feliz dia para nós, mães.

Com carinho por mim e por vocês.

DICA DA SEMANA

Mãe fora da caixa

Livro

Ainda falando sobre maternidade, esta obra O Mãe Fora da Caixa é um livro que faz com que as mães se sintam representadas e acolhidas nos desafios e nas doçuras da maternidade. 

Libertando-nos dos pré-conceitos sobre o mundo materno e a nos permitir a audácia de sonhar, de nos reinventar e de viver a maternidade de forma leve, prazerosa, sem críticas, regras e julgamentos. 

Vale a pena a leitura.

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