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Comunicando o divórcio aos filhos

Pais felizes têm filhos saudáveis!

Há muitas dúvidas entre os pais se devem ou não falar para os filhos sobre a separação. Bom de tudo que vivencio não tenho dúvida que negar o que se passa e mais ainda, o que se sente, pode gerar inúmeras sequelas, especialmente emocionais. Os filhos têm o direito de saber o que acontece dentro da família e o melhor caminho é sempre o da verdade. E muitas vezes por mais preocupados que os pais estejam acabam que com o divórcio os filhos ficam melhores que quando os pais estavam casados, isto porque o impacto gerado pela separação dos pais, se for bem conduzida, pode ser menos grave do que as consequências produzidas por uma família em conflitos.

Se eu pudesse dar sugestões a respeito da comunicação do divórcio diria que uma CONVERSA FRANCA com os filhos, adequando a idade deles, explicando a nova situação é o primeiro passo. Não repasse para terceiros a tarefa de dar a informação aos filhos. Explicações como os pais viverão a partir de agora em casas diferentes, mas o amor por eles permanece igual darão suporte neste momento. De preferência com os dois genitores juntos.

Quando falar com seus filhos sobre a separação busquem uma fala positiva, NÃO COLOQUEM CULPADOS pelo divórcio. Filhos não precisam saber de nada a respeito da conjugalidade. E mais importante: deixem claro que os filhos não são responsáveis pelo divórcio. Especialmente as crianças tendem a fantasiar que o pai ou mãe saíram de casa porque ela chorava alto, ou não dormia cedo, ou não cumpria determinada tarefa.

Fundamental também MANTER A ROTINA DOS FILHOS. Muitos pais pós divórcio mudam também sua rotina pessoal, trajeto, casa, hábitos e acabam por envolver as crianças nesta alteração. Por isso, é importante que priorizem a rotina das crianças, dentro das possibilidades, principalmente escola, bairro e amigos. Neste momento de mudanças organizacionais familiares ter amigos e convívio social é fundamental e pode ajudar como suporte emocional.

Neste ponto aqui, também os pais devem se atentar para o plano parental de convivência. Os filhos terão um domicílio seja a guarda unilateral ou compartilhada, e aquele que reside em outra casa caberá a convivência (antigamente denominadas visitas). Quando mencionamos convivência precisamos iniciar dizendo que é um direito dos filhos conviver com seus genitores. E que o plano de convivência deve se atentar ao interesse manifesto da criança e do adolescente, ou seja, por mais desejo dos pais em dividirem a rotina da criança ao meio ora com a mãe, ora com o pai, é preciso analisar se de fato esse é o interesse da criança e do adolescente. E se emocionalmente será saudável. Quando se busca alternar excessivamente a rotina dos filhos entre os genitores, via de regra ao invés de se tornar algo prazeroso cria-se uma exaustão, os famosos filhos da mochila – que possuem o armário dentro da mochila para ir de uma casa para outra.

Quer dizer que alternar é sempre ruim? Não! Quer dizer que os pais precisam saber se alternar. E o ideal para os filhos é que o plano de convivência os atenda já que o direito é deles.

E um cuidado especial com filhos adolescentes, muitas são as questões jurídicas (processos) que envolvem questão de convivência. Pais ou mães desejam ter os filhos adolescentes em sua presença conforme decisão judicial ou acordo homologado, mas esquecem que é comum no período da adolescência iniciar-se a vida “social”, festinhas, aniversários, programas com os amigos, que por vezes ocuparam o período correspondente a convivência com um ou com outro genitor.
Aqui cabe aquele velho e bom senso, participe deste momento! Leve no evento, busque, ajude na organização para ida. Faça parte!

Por fim, outro ponto importante que entendo sobre o divórcio dos pais é que quanto mais organizada e estruturada estiver, a rotina será mais saudável.
Excelente ideia é a formulação de um calendário, de fácil acesso, com todas as datas importantes e em que casas estarão nesses dias.

E o mais importante: Eles serão crianças uma única vez. Nós, pais para sempre! Aproveite com sabedoria!

E na parte desta coluna dedicada a direito e sua interface com a psicologia quero apresentar para vocês psicólogos maravilhosos com quem tenho a alegria de aprender e trabalhar. Como defensora da interdisciplinariedade no Direito das Famílias, nada mais justo que aproveitar este espaço para trazer profissionais que atuam de forma ética e eficaz em processos que envolvam familias e sucessões.

A psicóloga Flávia Rosa dos Santos (@psicologaflaviarosa_sistemica) é terapeuta familiar sistêmica e coach de famílias em Práticas Colaborativas. 

Sobre divórcio Flavia afirma que “Ninguém casa pensando em separar um dia. Ainda casamos para viver para sempre juntos. O divórcio é como uma doença crônica, uma morte. Por isso o papel do coach de família é tão importante, para ajudar o casal a sair do papel de cônjuge para o papel de pais, no caso de terem filhos. Hoje com às práticas colaborativas é possível tornar esse momento difícil em algo um pouco mais leve com acordos amigáveis. Não precisa mais viver com a crença de que se separou, tudo precisa ser uma guerra. Tudo pode ser acordado pacificamente. O nosso objetivo como profissionais é “manter relacionamentos saudáveis” apesar dos acontecimentos, é obter o melhor acordo dentro do possível e dar ênfase ao consenso, ao invés de soluções provisórias e de regateio”.

No próximo dia 27 de agosto comemora-se o dia do profissional da Psicologia e eu sou um profissional melhor por tê-los por perto, seja cuidando da minha saúde mental, seja através de supervisão tão necessária para nós advogados familiaristas, seja como parceiros de trabalhos.

DICA DA SEMANA

Sessão de Terapia

Série - Globoplay

E a dica da semana é a série “Sessão de Terapia” A série retrata um terapeuta, protagonizado pelo gênio Selton Mello, que acompanha um paciente por dia da semana, conhecendo os dilemas, as dores e as alegrias de cada um. Ótimo para trabalharmos a compaixão e enxergarmos para além daquilo que é visto. Afinal, por trás de cada um de nós há histórias, marcas que nos chancelam, dores que nos atormentam, alegrias, passado, que muitas vezes somente em campo seguro como o da psicologia, podemos ser nós mesmos e tratar das nossas emoções. Na série o terapeuta, às sextas-feiras, inverte o papel e é sua vez de compartilhar suas questões, agora como paciente.

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