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Boas-vindas!

E 2020 inicia com minha estreia como colunista da EMais Editora! Tem coisa mais linda? Já sou grata! E o tema da coluna não poderia ser outro: Direito de Família.

Mas talvez, seja um direito de família como você nunca viu! Explico e já me apresento: Eu sou Alliny advogada e apaixonada por Família. Paixão antiga por sinal.

Que desde o período da graduação em 2003 já sentia que não tinha interesse em ser uma “operadora do direito” com olhar para o embate. Afinal, sou filha de pais separados e senti o quanto o divórcio impacta na vida dos agora ex-cônjuges, assim como nos filhos, logo não poderia contradizer minha experiência e passar pelo direito de modo tradicional.

Passei o período da universidade, especialmente o período do estágio obrigatório, atendendo famílias que por vezes, precisavam somente de alguém que as escutasse, que lhes explicasse seus direitos, também seus deveres, mas que não necessariamente queriam o divórcio ou “alguém que erguesse a espada para defender seus direitos”. Muitas famílias onde o conflito parecia o fim, se transformava em uma nova chance. E tantas outras, uma relação que terminava de modo conturbado, após uma mediação (nem usávamos o termo mediação à época), encerrava-se com aperto de mãos e desejo de um bom recomeço.

Isto porque, o Direito de Família perpassa por inúmeras considerações que vão além de leis e decisões judiciais. Existe um universo de possibilidades e formas de construção familiar. Ainda que a lei seja para todos, a forma como cada família lida com o conflito determina muito qual caminho seguir.

O tempo passou e embora por vezes tenha me sentido um peixe fora d’água neste mundo do binômio ganha-perde, achei meu lugar. Meu trabalho está pautado na humanização. Estudei mediação familiar, justiça restaurativa, comunicação na violenta e atualmente estudo terapia relacional sistêmica.

Não tenho dúvidas que o impacto no divórcio para os filhos está concentrado na forma como os pais se separam e não necessariamente no fato de terem posto fim na relação. E digo mais nós advogados familistas temos uma enorme responsabilidade.

E sabe quando você acredita tanto que é possível um caminho diferente para o Direito, dentro do âmbito familiar que quer gritar aos quatro ventos? Então, essa sou eu.

Espero que embarquem comigo e possamos juntos compreender que entre uma petição inicial e uma sentença existe um universo de possibilidades!

Com carinho, Alliny.

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Judicialização de direitos ou expectativas frustradas?

A expectativa em resolver conflitos e não em resolver as lides (direitos) que são próprias à esfera judicial, impõe uma demanda à qual o Poder Judiciário não pode atender e por vezes, compreender.

A ele é dada a missão de resolver expectativas subjetivas e inconscientes que por certo vão além das suas possibilidades. Passando a ter como função a resolução de lides que perpassam o direito e abrangem sentimentos, sofrimentos e frustrações. 

E é certo que uma sentença não tem a capacidade de pôr no papel o que o coração partido sente. Publica-se a sentença e o sofrimento está lá disfarçado de vitória pelo pedido deferido. Tão logo surgirá outro processo, outra reclamação, outro descumprimento de acordo.

Por essa razão a multidisciplinaridade no Direito tem feito cada vez mais sentido.  É preciso olhar o conflito com olhos novos. Agregar profissionais de outras áreas que possam trabalhar em prol do conflito existente – mediadores e psicólogos.

É preciso curar as feridas antes de tudo. E com orientação buscar o Direito sem expectativas de resolver frustrações. A nós profissionais que atuam na advocacia familiar caberá cada vez mais, entender que somos pontes: entre o momento do conflito e o próximo passo.

DICA DA SEMANA

A história de um casamento

Filme

Disponível na Netflix esse filme ganhou os corações dos críticos. Forte e tocante. Ouso dizer que em determinados momento ele é desconfortável tamanha a entrega de temas tão profundos que permeiam o término de uma relação. 

A postura da advogada. As dúvidas. As dores. O filho no meio. A família extensa envolvida.

Não temos o hábito de falar sobre o término do amor, ao menos não falamos com tanto entusiasmo como quando iniciamos uma relação. O amor não deixa de existir porque acabou. Ele apenas se transforma, porque já não somos os mesmos e não podíamos sustentar a relação da mesma maneira de quando iniciamos.

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