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Autoalienação Parental

O professor Rolf Madaleno aborda este tema com maestria e após ouvi-lo passei a estudar a temática e trago hoje uma pequena reflexão sobre o tema.

Antes de conceituar o autoalienação parental importante compreendermos que todos os filhos nascem dependendo dos pais para sobreviverem, parece óbvio, no entanto, para além das questões básicas de cuidado, é importante destacar que o senso de bem-estar dos filhos, surgem a partir das experiências por eles frequentemente vividas –

John Bowlby chama essas experiências como a “teoria do apego” ou “apego seguro”.

Que é a base segura, onde os filhos crescem e desenvolvem seus vínculos emocionais, sociais e cognitivos.

Neste sentido, não há dúvida do quão é importante o relacionamento entre pais e filhos na construção desde modelos de interações, que no futuro refletirão no modo deste agora adulto relacionar-se consigo mesmo, com os outros e com o mundo.

A família é o primeiro vínculo afetivo do ser humano, é nela que a coletividade se baseia, sendo assim o alicerce da sociedade. Ao longo dos anos, a concepção familiar, foi se modificando e se readequando as realidades sociais.

Tamanha a importância da família na formação de uma criança que a Constituição Federal, em seu art. 227 assim determinou: “É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente e jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.”

É primordial para os filhos a construção de uma relação sadia com seus genitores, independente da ruptura ou não da conjugalidade dos pais. Claro que quando há ruptura muitos conflitos advindos da conjugalidade surgem e por vezes “respigam” nos filhos. Muitos processos judiciais acontecem com a cortina de melhor interesse dos filhos, quando são por sua natureza fruto da conjugalidade mal resolvida.

E neste momento que em alguns casos, encontramos a autoalienação parental – ela ocorre quando o próprio genitor pratica atos conscientes ou inconscientes provocando o afastamento de seus filhos, ao contrário da alienação clássica, em que o outro progenitor procura afastar seu ex-cônjuge do convívio da prole.

Este comportamento disfuncional do genitor, que por não ter superado o término da relação e assim, tenta por meio do conflito manter o vínculo com a genitora e ou por vingança – quando considera a mulher “culpada” pelo término da relação – passa a assediar os filhos, de forma consciente ou não, causando-lhes sofrimento.

Estas ações são manifestadas por ações de negligência, repudio ou agressividade dirigida aos filhos. Também por meio do excesso de vigilância, com teoria de cuidado, como filmar e gravar os filhos quando em sua companhia, impedir o acesso dos filhos à genitora quando estes estão em sua companhia (período de convivência) e convivência forçada com a atual companheira.

Todas estas ações provocam, por vezes, nos filhos constrangimento e sofrimento, e pouco a pouco o afastamento seja físico e ou emocional – e quando ocorrem surgem a alegação de alienação parental perpetrada pela genitora, quando na realidade foram as próprias ações do genitor que provocaram este desamor.

É uma personalidade paronoide caraterizada pela desconfiança, suscetibilidade, orgulho e valorização do próprio ego (José Manuel Aguilar Cuenca).

E este comportamento nada mais é que a dificuldade de lidar com o término da relação.

Esse é mais um tema do Direito das Famílias, a ser estudado para que nossas crianças possam conviver em um ambiente harmônico e se desenvolver da forma mais saudável possível.

Crianças aprendem o que vivenciam

Se as crianças vivem ouvindo críticas, aprendem a condenar.

Se convivem com a hostilidade, aprendem a brigar.

Se as crianças vivem com medo, aprendem a ser medrosas.

Se as crianças convivem com a pena, aprendem a ter pena de si mesmas.

Se vivem sendo ridicularizadas, aprendem a ser tímidas.

Se convivem com a inveja, aprendem a invejar.

Se vivem com vergonha, aprendem a sentir culpa.

Se vivem sendo incentivadas, aprendem a ter confiança em si mesmas.

Se as crianças vivenciam a tolerância, aprendem a ser pacientes.

Se vivenciam os elogios, aprendem a apreciar.

Se vivenciam a aceitação, aprendem a amar.

Se vivenciam a aprovação, aprendem a gostar de si mesmas.

Se vivenciam o reconhecimento, aprendem que é bom ter um objetivo.

Se as crianças vivem partilhando, aprendem o que é generosidade.

Se convivem com a sinceridade, aprendem a veracidade.

Se convivem com a equidade, aprendem o que é justiça.

Se convivem com a bondade e a consideração, aprendem o que é

respeito.

Se as crianças vivem com segurança, aprendem a ter confiança em si

mesmas e naqueles que as cercam.

Se as crianças convivem com a afabilidade e a amizade, aprendem que

o mundo é um bom lugar para se viver. (Dorothy Law Nolte (2009, p.16.) 

O que temos ensinado aos nossos filhos?

DICA DA SEMANA

Síndrome da Alienação Parental

Livro - Rolf Madaleno/Ana Carolina Carpes Madaleno

E a dica da semana é a obra Síndrome da Alienação Parental dos professores Rolf Madaleno/Ana Carolina Carpes Madaleno. Essencial para nós advogados atuantes no Direito das Famílias. Escrito de forma clara e consistente sobre a SAP – Síndrome da Alienação Parental que nos últimos anos ganhou destaque e debates acerca da sua aplicação.

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