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Advocacia do consenso

O Código de Processo Civil (Lei n. 13.105/2015) e a Lei da Mediação (Lei n. 13.140/2015) deram corpo a um movimento antigo e, diga-se de passagem, primitivo da humanidade: a possibilidade de as pessoas resolverem seus próprios conflitos conversando, frente a frente, olho no olho.

E sim, muitas vezes é conversando que a gente se entende. Ninguém dúvida que o Estado não suporta mais tamanha demanda de conflitos, transformados em laudas com narrativas de términos, cheio de dores e sofrimento.

Na ponta desta questão processual existe a advocacia. Somos nós os “primeiros juízes da causa” e também somos nós aqueles que irão transcrever o conflito no papel – o que temos escrito?

Na advocacia familiar, percebo que os problemas discutidos em processos judiciais, por vezes, transcendem os elementos meramente judiciais. Existe uma dor a ser curada. Existem sentimentos ainda latentes que não permitem o corte do laço que unia, até então, duas pessoas.

Neste momento surge o profissional do direito ou que denomino profissional do consenso. Veja-se não é possível evitar o conflito, porém podemos gerenciá-lo de forma inteligente, eis o nosso mais novo, não tão novo papel.A advocacia é essencial para a realização da justiça e peça fundamental para a colaboração e orientação do cliente à não-litigância, estimulando os meios consensuais sempre que possível – e muitas vezes a possibilidade está clara e devemos aproveitá-la. Não será para todos, mas ao menos tente.

Atuar de modo não adversarial exige mais que conhecimento jurídico. Para atuar de forma efetivamente compassiva, é preciso saber lidar consigo mesmo e com os outros, treinar e performar competências relacionais – como a escutativa, comunicação não violenta, compaixão e técnicas de persuasão.

Perceba que na advocacia do consenso nossa principal função é orientar e assessorar o cliente a descobrir a origem do conflito, utilizando-nos de nossas habilidades de negociação sob a ótica de sair do binômio ganha-perde para, nas palavras de Juan Vezzulla, chegarmos ao “satisfeito-satisfeito”.

O Direito das Famílias envolve muitas questões legais, mas é preciso compreender que há uma mistura de dores, amores, filhos, sonhos e expectativas e aqui é preciso ampliar o olhar.

E por fim, sob o ponto de vista familiar, não existe arquivamento de processo, é bem verdade que na prática, na vida aqui real, existem pessoas que manterão laços de parentalidade eternos.

Assim é nosso dever ser ponte para que possam perpassar do conflito momentâneo para uma nova história.

Com carinho, Alliny.

O Divórcio

Em minha poltrona ouço diariamente histórias de amores que chegaram ao fim. Em cada escuta que realizo me pergunto intimamente: em que fração de segundo aquele amor chegou ao fim? Em que momento as juras de amor perderam a força? Por que as portas e janelas se fecharam e não há outra escolha senão o divórcio?

São muitas histórias de corações partidos. E se posso concluir algo digo que nem todo o divórcio é ruim, do mesmo modo nem todo o conflito deveria terminar em divórcio.

Decidir que acabou. Que momento mais difícil pode ser do que o momento do ponto final. Ou de compreender este momento como uma pausa necessária. Muitas vezes, esta reflexão vem carregadas de dor, seja pelas expectativas criadas, pela quebra de fidelidade, pela pressão da família extensa, por dificuldades de compreensão do eu e do outro. 

Das certezas que tenho é que nenhum divórcio é igual ao outro. 

O amor e o desamor estão ali ao nosso alcance. Caminho longo.  O fim por vezes é uma possibilidade de recomeço, um feixe de luz em meio ao caos. E em outras tantas vezes é a reflexão necessária, para dizer daqui recomeçamos e escolhemos fazer diferente.

DICA DA SEMANA

Manual do bom divórcio

Livro - Diana Poppe

Obra escrita pela advogada familista Diana Poppe. Um livro que fala sobre divórcio e sobre amor. Afinal o amor e o desamor caminham juntos, de mãos dadas. E quando o casamento chega ao fim? Nesta obra a autora aborda este e tantos outros questionamentos fundamentais para o momento do divórcio. 

E ainda nos presenteia com poemas, músicas e livros para embalar este momento delicado da vida. Uma obra para ser lida antes de casar ou antes de partir para o divórcio. E sim é possível fazermos um bom divórcio.

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