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Justiça Restaurativa sob a ótica de Fania Davis

Também esteve presente no evento a advogada de direitos civis e co-fundadora do projeto de Justiça Restaurativa para os Jovens de Oakland (RJOY, Restorative Justice for Oakland Youth), Fania Davis.

Que mulher impressionante. Num discurso poderoso, ela conseguiu passar toda a força decorrente da sua história de vida e do lindo trabalho que vem fazendo de divulgação e concretização da justiça restaurativa como uma nova forma de resolver os conflitos penais. Em síntese, a justiça restaurativa é uma técnica de solução de conflito e violência que se orienta pela criatividade e sensibilidade a partir da escuta dos ofensores e das vítimas (conceito do CNJ), através de um paradigma não punitivo com o objetivo de reparar os danos causados às partes envolvidas e a reconstrução das relações rompidas.

Fania encara a JR como uma transformação total do sistema, encerrando por completo a reprodução sistemática de violência, que vem desde a prática criminosa até a forma como os sistemas em geral punem os condenados. Prioriza-se a verdade e a reconciliação para lidar com o dano massivo e curar as feridas da violência estrutural.

Encara-se a JR literalmente como um processo de cura – os danos causados pelo crime (à vítima, ao agente que o praticou e à sociedade) são tratados e curados pela justiça, saindo do paradigma de um sistema violento, agressivo e pautado na retribuição para um sistema curativo e restaurativo. Já imaginaram o potencial transformador disso? Tem vários vídeos no Youtube da Fania falando sobre o assunto, recomendo muito assistir e aprender com ela…

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Educação financeira + educação de gênero

Estou em Porto Alegre/RS, participando do 10º Congresso Internacional de Ciências Criminais da PUC/RS. Um evento de muita qualidade, com professores de vários países do mundo. Entre eles está a Professora Verónica Gago, da Universidade de Buenos Aires. 

Ontem foi a primeira vez que eu a ouvi falar, e a professora trouxe uma perspectiva muito interessante sobre a expansão e importância do movimento feminista ser reconhecido como um movimento popular e como um novo modo de antagonismo político. 

Ela abordou especificamente a relação entre a nossa sociedade de consumo, o crescente endividamento da população e como esse endividamento impacta na perda de autonomia das mulheres. 

E sugeriu que desde cedo, nas escolas, fosse implementada a educação financeira – não sexista, portanto aliada a educação de gênero -, como uma forma de empoderamento da população. Vale a pena conferir o trabalho da professora!

DICA DA SEMANA

Mulheres, Raça e Classe

Livro - Angela Davis

Aproveitando que essa semana o Brasil foi presenteado com a presença das duas irmãs Davis – Fania estava no evento aqui em POA e Angela Davis esteve em SP e RJ, vou recomendar um dos meus livros prediletos da vida. 

Um verdadeiro clássico sobre a interseccionalidade entre gênero, raça e classe, uma obra-prima da Angela, com um potencial revolucionário gigantesco. 

Se você ainda não conhece as irmãs Davis, pesquise sobre a história de vida e o trabalho das duas, que contribuem muito para fazer do nosso mundo um lugar melhor e mais igualitário 🙂

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